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Drogas e a DEA no Rio de Janeiro: intensificação da repressão

Em outubro, o governo do Rio de Janeiro anunciou que a Agência de Combate às drogas dos EUA (DEA) abrirá um escritório na cidade. O que isso representa?

Em outubro, o governo do Rio de Janeiro anunciou que a Agência de Combate às drogas dos EUA (DEA) abrirá um escritório na cidade. 

Diz o secretário de Segurança, José Beltrame: “Não precisa ser necessariamente (para ajudar) contra a droga ou as armas (…). Não só de identificar o rastreamento de armas, mas como identificar pessoas, equipamentos, drogas e outras coisas que venham a trazer prejuízos a nossa sociedade”. Rastrear armas cuja maioria é produzida nos EUA? Identificar pessoas e outras coisas que venham a trazer prejuízo à sociedade?

Este filme já foi visto na Colômbia, onde a DEA se instalou pretensamente para combater o tráfico de drogas. Hoje, este país é a principal base militar norte-americana na América do Sul e nem por isso a cocaína parou de ser produzida na Colômbia.Muito menos deixou de ser exportada. 

Beltrame exalta a eficiência da DEA no combate ao terrorismo e não esconde que a DEA terá papel importante durante as Olímpiadas de 2016.

O objetivo não é a luta contra as drogas. A DEA está metida até a medula com o tráfico. O papel das drogas no capitalismo é entorpecer e desmoralizar a juventude e a classe trabalhadora e justificar a repressão. O objetivo deste escritório da DEA no RJ é orientar a repressão às manifestações que virão em 2016.

É inacreditável tal declaração de falência e de submissão da burguesia brasileira ao imperialismo. 

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