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Distrito Federal: Contra o aumento do transporte e do restaurante comunitário!

A crise econômica atinge as contas do DF. O governador, Rodrigo Rolemberg, resolveu tomar medidas de austeridade, com suspensaão do reajuste para servidores, aumento de impostos, da tarifa do transporte e do restaurante comunitário. 

O atual governador de Brasília encontra dificuldades para equilibrar as contas distritais, diante de uma crise mundial do sistema capitalista, comparável apenas à crise de 1929, que assola as economias nacionais, como a do Brasil. Diante disso, o governador, trabalhando para salvar os donos do capital, os empresários e acionistas, resolveu atingir a classe trabalhadora e a população carente. No dia 15 de setembro, Rodrigo Rolemberg resolveu tomar medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas do DF, as quais já estavam em situação de caos na gestão anterior, de Agnelo, que, igualmente, agia contra os trabalhadores e a população mais vulnerável, principalmente das regiões administrativas. Entre as medidas estão a suspensaão do reajuste para servidores, aumento de impostos, da tarifa do transporte e do restaurante comunitário.  

As despesas com pessoal dos quadros parlamentares são absurdas e inescrupulosas. Além disso, o governo do Distrito federal (GDF) indica administradores regionais sem nenhum processo democrático, sem base em competência para atuação, e nem mesmo segundo o reconhecimento das comunidades locais. Para as regiões satélites, esses administradores indicam seus parentes e próximos aos cargos de chefia de gabinete e outras funções fantasiosas. Sem contar os altos salários de nossos deputados distritais. A situação em Brasília é triste e sempre visa beneficiar os empresários, como os prestadores de serviços de transporte. Há várias suspeitas a respeito de sobrepreço na licitação de 18 ônibus híbridos para o DF, que foram vendidos por menor preço em Curitiba. Além dos comprovados lucros obtidos a custa do nosso dinheiro e impostos.

O transporte metropolitano, que custa R$ 3,00, terá um aumento de 33%, passando a ser R$ 4,00. Esse aumento é totalmente surreal, baseado no péssimo sistema de transporte brasiliense. O transporte não supre as necessidades da população, o que se comprova pelos vários registros de fechamento de BR’s pelos arredores de Brasília, assim como as constantes greves, que se fazem necessárias diante das más condições de trabalho e pagamento dos trabalhadores rodoviários. É uma pouca vergonha! Enquanto isso, não há uma solução para os problemas, como, por exemplo, a construção de ferrovias, aumento dos trechos metroviários e sistemas de transportes eficientes para os pequenos trechos, que sejam necessariamente ESTATAIS, PERANTE CONTROLE DOS TRABALHADORES E USUÁRIOS. Tais medidas são barradas pelos burocratas, porque não geram lucro e superfaturamento.

Para piorar a situação, o GDF resolve aumentar a tarifa do restaurante comunitário para R$ 3,00, um aumento de 200%, um absurdo que não pode seguir em frente, devido à importância do restaurante comunitário para a população de menor renda. O que faz um governador aumentar a refeição destinada aos pobres? O aumento da refeição caminha junto com o desperdício de alimentos pós-colheita no país que chega a 30% da produção, conforme dados da ONU (FAO). Segundo a SEDEST, somente no ano 2013 foram servidas, nos restaurantes comunitários, mais de 30 mil refeições diárias, contabilizando no ano, 10 milhões e 500 mil refeições. Esses dados mostram a importância destes restaurantes para o Distrito Federal, que atinge a taxa de desemprego de 10,8%.

De acordo com o GDF, algumas das receitas “não acarretam em aumento direto para o cidadão”. Uma mentira. Nessas horas precisamos combater o pagamento da Dívida Pública brasileira, que toma mais de 47% das receitas do país para encher bolsos de banqueiros, acionistas e especuladores. Nós lutamos por Transporte, Saúde e Educação, Públicos, Gratuitos e Para Todos! A população não pode pagar pela crise, em nome do luxo da burocracia e dos donos do capital. Junte-se à Esquerda Marxista, no DF, e integre-se a essa luta!

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