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Direção da UNE convoca 65º Coneg para continuar sua política de adaptação

No dia 7 de fevereiro a Diretoria Executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) aprovou a data e regimento do 65º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg). O encontro acontecerá nos dias 17 a 19 de março na cidade São Paulo. O evento deste ano dá o pontapé para a construção do 55º Congresso da UNE.

Em uma situação política de grande instabilidade política, a direção da UNE avança na discussão da unidade genuína. Mas, que unidade é essa? É uma “unidade” em torno do debate eleitoral e o que fazer para 2018. É a “unidade” sobre a necessidade de mais reformas. Seguem com o mesmo discurso de quando estavam no governo. Não aprenderam nada, continuam a ignorar a realidade. Seguem no caminho que colocou a UNE sob a perspectiva de uma CPI.

Não é de hoje que a direção majoritária da UNE segue distante da realidade dos estudantes. O período entre congressos é marcado por atividades que servem para manter a sua base política, mas muito distante da imensa maioria dos estudantes. Continuam a fórmula de promover as atividades como “festas” e deixam a política em segundo plano. Os rumos da entidade são acompanhados por uma parcela muito restrita de estudantes.

O Coneg deveria ser um importante momento de debate, mas o que se verá é um embate para aprovar o regimento do congresso e definir a comissão responsável pela organização da atividade e validação das atas de eleição de delegados. Será um encontro para definir a burocracia do congresso e com sorte algum debate acontecerá, mas sob o controle da União da Juventude Socialista (UJS), e seus aliados petistas.

Seguimos no combate para mudar isso e apresentar as nossas perspectivas de que UNE queremos. Uma UNE combativa e presente na base, que faça o combate para todo jovem acessar o ensino superior público e gratuito. Chega de debater como dividir as migalhas existentes. Não queremos meias medidas, não é possível aceitar que menos de 20% dos jovens entre 18 e 24 anos acesse o ensino superior. Não é razoável que a UNE corrobore com que os recursos dos cofres públicos (o nosso dinheiro) siga para a boca dos tubarões do ensino.

Estaremos no Coneg defendendo nossas posições e desde já começamos os debates nas universidades para preparar o Conune em meio ao ano de lutas que 2017 será. Não por acaso é o centenário da Revolução Russa de 1917. Por uma UNE combativa, por vagas para todos e pelo fim do capitalismo.

* Daison Colzani é diretor da UNE pela Oposição de Esquerda e militante da Liberdade e Luta.

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