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Dilma e as Olimpíadas de 2016: o custo de um fiasco olímpico!

 

Uma vez mais, o governo Dilma pisa na bola: destina mais R$ 1.000.000.000,00 para o Top dos esportistas para tentar não passar vexame nas Olimpíadas Rio 2016. Em 2016, teremos uma grande festa. O povo verá pela telinha da TV um punhado de Tops brasileiros exibindo algumas medalhas olímpicas.

O capitalismo exibe sua decomposição, mas o circo ainda é o grande instrumento de encantamento. Será assim, até que surja em cena o Spartacus: a classe operária.

Uma vez mais, o governo Dilma pisa na bola: destina mais R$ 1.000.000.000,00 para o Top dos esportistas para tentar não passar vexame nas Olimpíadas Rio 2016. Em 2016, teremos uma grande festa. O povo verá pela telinha da TV um punhado de Tops brasileiros exibindo algumas medalhas olímpicas.

O capitalismo exibe sua decomposição, mas e o circo ainda é o grande instrumento de encantamento. Será assim, até que surja em cena o Spartacus: a classe operária.

O governo de colaboração de classes da presidente Dilma destinou 1 bilhão de reais, por meio do Plano Brasil Medalhas, para ser investido durante os 4 anos que nos separam das Olimpíadas de 2016. Até onde consegui entender, essa dinheirama será investida para tentar fazer com que o Brasil ganhe mais medalhas do que tem ganhado. O nome do plano é sugestivo: Plano Brasil Medalhas. Ou seja, o governo quer fazer com que nossos atletas ganhem muitas medalhas, e isso sem dar a menor atenção para a formação de base entre os esportistas. A Olimpíada para ser um bom e lucrativo negócio deve ter estrelas. Isso é o centro de tudo.  

Convém salientar que o governo já investiu nos quatro anos passados 6 bilhões para os atletas com teórica capacidade para ganhar medalhas. Além disso, esses magnatas dos esportes ainda recebem incentivos das loterias federais e de mais sete empresas estatais: Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Infraero, Correios, Eletrobras e BNDES.

A elite dos atletas, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, recebe uma quantia fabulosa de recursos. Ao redor dessa rede de notáveis há toda uma indústria de negócios e empresas. Marketing de grandes empresas, bancos e fábricas. E com isso eles ganham mais dinheiro, muito mais dinheiro. Assim é nosso esporte. Assim vai sendo preparada a esquadra verde e amarela para as Olimpíadas. O dinheiro comanda tudo! A formação de base? Que ela se vire e se forme nas ruas, nas favelas, na várzea (que já não há, derrotada pela especulação imobiliária).

Nas escolas do Brasil, nos currículos escolares, existe uma disciplina chamada Educação Física. Ela, em geral é ministrada com uma bola de futebol, às vezes mais uma de vôlei e outra de basquete. Quando muito. A alimentação e a saúde dos alunos não faz parte dos currículos. Os professores ganham uma miséria, faltam equipamentos e instalações, faltam formação e capacitação profissional. Mas o governo quer medalhas tal qual aquele cachorrinho de um desenho animado de TV que sempre exige medalhas do Kid Vigarista para depois enganá-lo e mais uma vez traí-lo.

Quanto vende um atleta Top patrocinado pelo governo e empresas privadas? Certamente a Nike ganha uma fortuna com um medalhista, ou um campeão do mundo! O raciocínio do governo é seletivo e perverso. Pobre não dá lucro para as empresas, a não ser quando é explorado em uma linha de produção e montagem. Medalhista rende formidáveis vendas e lucros fantásticos às empresas. Pobre dá despesa e para formar um bom atleta demora mais de 10 anos.. Que ele fique fora da Olimpíada e a veja pela TV. Aos ricos e empresários tudo! Afinal, a linha do governo, desde a era Lula é injetar mais e mais capital nas empresas privadas. Acreditam piamente que isso vai dar certo para enfrentar a crise, por que então não aplicá-la também nos esportes?

Então, o estado deve financiar o capitalismo, mais medalhas, mais dinheiro, mais burgueses ricos, mais empregos. Mais capitalismo mais felicidade. Esse é o ponto fulcral do reformismo. Uma grande farsa!

O capitalismo converte em mercadoria tudo o que ele toca. Assim também é nos esportes

O tucano Lars Grael, que de bobo não tem nada, declarou para vários órgãos da imprensa: “Precisaríamos de um plano nacional de educação física, do esporte na escola e de Jogos Estudantis, amplo, democrático e inclusivo”: ou seja, necessita-se de criar uma estrutura que crie mais esportistas Tops, mais vendedores para os bancos e indústrias de todo tipo. Para isso tem que investir na base! Teremos um pouco mais medalhistas e mais empresas alegres com o aumento de suas vendas. Teremos mais inclusão e mais diversão. Alegria geral! Ver declaração de Grael em: http://congressoemfoco.uol.com.br

O irmão do saudoso Dr. Sócrates, o bom moço Raí, propagandista da Caixa Econômica prega uma ‘revolução’ no mundo dos esportes. Ele quer que seja desenvolvida uma “cultura esportiva, tornando o esporte acessível a todos para que seus benefícios, na saúde, na educação e na formação de valores, façam parte da realidade de milhões de brasileiros”. E completa sua proposição da seguinte forma: “Se não mexermos na estrutura do esporte, definindo atribuições de clubes, federações, confederações etc., estaremos sempre desperdiçando dinheiro e milhões de talentos em potencial e nada deixaremos de legado. Poderemos investir milhões em modalidades que tragam mais medalhas e nos aproximarmos do top 10 dos países olímpicos. Mas isso será sustentável a médio e longo prazo? O objetivo dos Atletas pela Cidadania é que o esporte de base seja ampliado e encarado, primeiro, como um direito de todos”. Ver: http://congressoemfoco.uol.com.br

Mas como senhor Raí? Como dar atribuições aos clubes, às federações e confederações, como não desperdiçar dinheiro publico se os clubes, as federações e confederações são todos ligados ao empresariado, ou são órgão privados?

A saída possível e duradoura só pode ser realizada com o Estado monopolizando todos os esportes com seu controle subordinado às organizações populares. Isso acabaria com a máfia do futebol, com a farra empresarial em torno da Copa e das Olimpíadas. Isso pressupõe a abolição da empresa desportiva capitalista. O povo deve se apropriar de seus clubes, estender a ‘Democracia Corintiana’ até à verdadeira democracia popular, com eleições onde votam todos os torcedores, com revogabilidade de mandato aos eleitos. Em uma palavra virar do avesso o mundo dos esportes virando do avesso o Estado Capitalista. Mas isso só é possível fazendo uma verdadeira revolução. A revolução socialista.

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