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Diante da greve dos municipários, Prefeitura pede prisão de sindicalistas em Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis pediu a prisão dos diretores sindicais dos trabalhadores do serviço público municipal da cidade. O Sintrasem, dirigido por militantes da Esquerda Marxista, tem promovido junto com a categoria uma greve exemplar que chega nesta quarta-feira ao seu vigésimo terceiro dia.

O alvo dos servidores consiste no Pacotão de Maldades que o novo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB), tenta emplacar com a ajuda dos vereadores, dos veículos de comunicação comerciais e do Judiciário. Em decisões no Tribunal Regional, decretou-se a ilegalidade da greve, e exigiu-se o retorno imediato aos locais de trabalho. A categoria decidiu prosseguir com o movimento, tendo em vista os gravíssimos prejuízos que sofrerão se não forem derrotadas as danosas medidas do chefe da administração municipal.

O pedido assinado pelo Procurador Geral do Poder Executivo, Diogo Pitsica, acusa os diretores do Sintrasem do crime de desobediência das decisões judiciais. As medidas apontadas são a prisão dos citados, a destituição da diretoria e intervenção, sob o argumento de garantir a ordem constitucional. Um jornalista porta-voz das classes dominantes no Estado chegou a clamar que, ou as decisões são acatadas, ou “estará implantada a anarquia em Santa Catarina”.

Expressamos nosso repúdio a mais um ataque dos poderes do Estado burguês contra as liberdades democráticas de organização, de expressão e ao direito de greve. Recentemente pedimos aos nossos leitores que denunciassem a prisão do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, assim como em diversos outros casos. Nesta vez, clamamos aos nossos simpatizantes e apoiadores que denunciem esse ataque aos diretores do Sintrasem, e por consequência a toda a categoria dos servidores municipais. Repliquem esse chamado em suas páginas de redes sociais, nas atividades políticas que participarem, entre seus amigos, e para organizações e movimentos que defendam os trabalhadores e a juventude.

É preciso uma campanha nacional e internacional imediata dirigida ao prefeito e ao Judiciário. A Esquerda Marxista e a Corrente Marxista Internacional (CMI) defenderão seus camaradas e os servidores em greve com todos os meios proletários de combate.

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