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Derrotar o sionismo e a barbárie capitalista

As forças militares do governo israelense descarregaram sobre a Faixa de Gaza centenas de toneladas de bombas. Somente a luta baseada nas posições e métodos da classe trabalhadora poderá abrir uma perspectiva duradoura e revolucionária. Os trabalhadores israelenses devem se erguer para derrubar seu próprio governo, isso é possível e necessário.

Com os métodos da classe trabalhadora será possível abrir uma perspectiva revolucionária aos palestinos

As forças militares do governo israelense descarregaram sobre a Faixa de Gaza centenas de toneladas de bombas. Foram mortas mais de 400 pessoas, sendo um terço crianças. Mais de 2500 civis foram feridos. (números do momento do lançamento do boletim. Em 10/08, o número de mortos já saltou para mais de 1900 e o número de feridos aproxima-se de 10 mil – Nota do Editor).

A violência do ataque e seu poder de fogo são infinitamente superiores aos foguetes do Hamas que são pulverizados no ar pela artilharia israelense. O Hamas foi acusado de ter sequestrado e matado três jovens israelenses. Defendeu-se lançando uma provocação de que não fora ele o autor das mortes, mas parabenizou quem as realizou.

Na verdade, este ataque vinha sendo planejado desde antes. A morte dos três jovens veio apenas precipitar a ação militar de Netanyahu para demostrar aos EUA que são eles e não o Irã os principais aliados do imperialismo em toda a região.

Os palestinos têm vivido em campos de refugiados, aprisionados e sem um Estado próprio, sem o direito de decidir sobre o seu próprio futuro.

Com este ataque as “negociações de paz” foram para a lata de lixo. Obama, em tom patético, declarou ao jornal israelense Haaretz que “todas as partes devem proteger os inocentes e agir com razoabilidade e moderação, sem intuito de vingança …”. As tropas israelenses bombardearam indiscriminadamente Gaza. O mundo assistiu pelas TVs e internet como os assassinos serviçais de Obama tomaram todos os cuidados para proteger inocentes. Assassinaram, torturaram e enterraram vivos palestinos. Agora estão marchando por terra, preparando uma nova invasão com 40 mil homens armados. Querem um genocídio.

O povo palestino está pagando um alto preço pela traição da Autoridade Palestina, que insiste na via da colaboração de classes. Paga também pelo fato de que o Hamas se orienta pelo fundamentalismo islâmico e adota o terrorismo como método de luta. Está sendo massacrado por meios militares infinitamente superiores às forças fanáticas e sectárias do Hamas (http://www.marxismo.org.br/content/guerra-e-paz-na-palestina-sobre-o-carater-de-israel-do-sionismo-do-hamas-e-da-autoridade).

Há sinais de que pode ocorrer um levante de massas do povo palestino. Isso poderá desencadear uma nova Intifada e ela não será limitada aos palestinos na Cisjordânia ou de Gaza, afetará os árabes e israelenses.

Israel apoia-se nos EUA e na ajuda do governo egípcio que fechou todos os túneis que ligam seu território à Gaza, o que impede o envio de combustível, alimentos e medicamentos, asfixiando a já debilitada economia e condições de vida em Gaza.

Logo após o início do sangrento ataque de Israel contra Gaza, em Jerusalém Oriental ocorreram manifestações inicialmente realizadas pela minoria palestina que ali reside. Depois se espalharam por outras cidades do centro e norte israelense, em oposição à matança promovida pelas tropas sionistas. Isso ocorreu em Ramallah, Hebron, Belém e outras cidades da Cisjordânia ocupada, despertando a solidariedade dos palestinos da Cisjordânia, de Israel e de toda a faixa de Gaza.

A batalha a ser travada

Mais do que nunca está colocada a necessidade de um levante de massas em Israel e na Palestina. Isso poderá fazer erguer, em um novo patamar, as forças da revolução no Egito, na Tunísia e ao mesmo tempo soldar uma ampla solidariedade internacional.

A crise do capitalismo mundial está na raiz das revoluções naqueles países e isso tem afetado diretamente a sociedade israelense, provocando ali grandes movimentos. A burguesia sionista e os regimes árabes despóticos sabem disso e procuram formas de desviar a revolução na direção da contrarrevolução. Isolar e minar a resistência palestina faz parte do macabro plano imperialista, com Israel à testa.

Somente a luta baseada nas posições e métodos da classe trabalhadora poderá abrir uma perspectiva duradoura e revolucionária. Em 2011 parecia ser impossível enfrentar regimes como os de Mubarak no Egito e o de Ben Ali na Tunísia. O movimento de massas varreu do mapa estes governos quando os trabalhadores se engajaram na luta. Os trabalhadores israelenses devem se erguer para derrubar seu próprio governo, isso é possível e necessário.

A Solidariedade da Esquerda Marxista

A Esquerda Marxista está solidária com a luta do povo palestino e por isso mesmo tem participado das reuniões e Atos em defesa da Palestina e esteve presente na concentração em frente ao Consulado de Israel e na manifestação do dia 19 de julho com mais de 2500 pessoas. Estará presente na manifestação que está sendo preparada para o dia 25 em São Paulo.

Acreditamos que a partir de uma massiva resposta do povo palestino e israelense, com uma perspectiva centrada na luta de classes de toda a região, levantando a necessidade da unidade dos trabalhadores e do povo egípcio, dos iranianos, dos tunisianos, dos turcos, dos países árabes, isso poderá acabar derrubando as elites dominantes de todos estes países.

Ao mesmo tempo, a solidariedade da juventude e dos trabalhadores de todo o mundo para com o povo palestino ajudará a soldar uma solução real e duradoura para a questão palestina na forma de uma Federação Socialista do Oriente Médio, a qual poderá garantir os direitos, incluindo o de autodeterminação nacional de todos os povos que habitam a região.

– Fim dos ataques contra o povo palestino! Fim da ocupação sionista!

– Pelo direito de retorno aos palestinos!

– Por um Estado laico e democrático sobre todo território histórico da Palestina!

– Por uma Federação Socialista do Oriente Médio!

– Exigimos que a presidente Dilma decrete a ruptura das relações comerciais, econômicas e políticas com Israel.

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