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Declaração da Esquerda Marxista: nenhuma intervenção imperialista na Síria

A escalada de enfrentamentos na Síria se desenvolve tendo como cenário o massacre permanente do povo.  As forças reacionárias de Assad e das milícias islâmicas integristas financiadas pelo imperialismo promovem sangrentos enfrentamentos.

A escalada de enfrentamentos na Síria se desenvolve tendo como cenário o massacre permanente do povo.  As forças reacionárias de Assad e das milícias islâmicas integristas financiadas pelo imperialismo promovem sangrentos enfrentamentos. Assad e suas tropas reacionárias controlam as minorias alauitas e cristãs e também boa parte da população urbana, enfrentando-se à forte reação sunita dos fundamentalistas islâmicos. Ambas as forças defendem a continuidade da exploração e do capitalismo. É uma guerra do capital contra o povo trabalhador explorado. A revolução popular iniciada na Síria foi dolorosamente interrompida pelas forças da reação.
 
O imperialismo estadunidense após bater seus tambores de guerra, com Obama declarando-se pronto e disposto a bombardear a Síria para punir um suposto uso de arma química contra “rebeldes” armados pelo próprio imperialismo, começa a colocar as barbas de molho depois que seu parceiro Cameron, primeiro Ministro do Reino Unido, sofreu humilhante derrota no parlamento britânico.
 
A maioria do Parlamento votou contra a ação bélica. Isso revela que há uma forte resistência por parte da população britânica em prestar apoio a qualquer intervenção militar na Síria. Agora é a vez de Obama caminhar sem seu parceiro inglês e certamente também vai enfrentar-se a serias resistências.
 
O Congresso dos EUA está em recesso até o dia 9. Obama, e os congressistas estão sob intensa pressão da população que já experimentou a trágica enganação que levou à invasão do Iraque.  quando Bush caçava também armas química de Saddan Hussein e levou os EUA a uma aventura da qual até hoje não se recuperou. Mas, provocou milhares de mortes da população civil iraquiana,
na sua maioria crianças, mulheres e idosos, sem contar os soldados, trabalhadores pobres, negros e descendentes latinos, que morreram em nome da barbárie imperialista. 
 
Não à intervenção imperialista na Síria 
 
A Esquerda Marxista denuncia os interesses do imperialismo. Opomo-nos a esta intervenção. Ela não tem nada de ajuda humanitária ou de ação pela paz. Trata-se de mais uma ação com o objetivo de aumentar suas forças no Oriente Médio que está se levantando em revoluções. As massas sírias não podem ser utilizadas como joguetes nas mãos dos senhores capitalistas que jogam esse jogo macabro para dar vida ao império em crise.
 
As forças da reação, o imperialismo, não podem dar à humanidade qualquer perspectiva que não seja a destruição e as guerras. O imperialismo não tem nada a oferecer ao povo sírio e às massas no Oriente Médio. Seus povos querem a paz construída por eles mesmos. Querem trabalho, salários, pão e liberdade. Coisas que nem os EUA, Inglaterra, ou qualquer força imperialista ou capitalista, pode lhes conceder.
 
Se hoje, a revolução na Síria está sendo adiada, a força revolucionária dos povos explorados e oprimidos de todo o Oriente Médio, cedo ou tarde a reconduzirá ao patamar mais elevado na luta pelo estabelecimento dos Estados Unidos das Repúblicas Socialistas do Oriente Médio.
 
A Esquerda Marxista se posiciona em linhas de classe sobre o que ocorre na Síria. Somos pelo fim do regime de Bashar al Assad, somos contra qualquer ordem dirigida pelas forças reacionárias de qualquer religião. Somos pela unidade e soberania do povo sírio, o qual, por seus meios, poderá se emancipar do jugo do capital e de todo fanatismo religioso a serviço dos capitalistas. 
Não confiar em Assad, não confiar nos senhores da religião e da guerra! Nenhuma intervenção imperialista na Síria!
 

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