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Debate com revolucionário palestino em Florianópolis

Em Florianópolis, o Debate sobre a situação na Palestina e Oriente Médio, organizado pela Esquerda Marxista, PCB e MST, com apoio do Sintrasem e do Sinsej reuniu 45 pessoas. Presentes Abdel-Al Marwan, do Birô Político da FPLP, Caroline Bellaguarda, do PCB e Serge Goulart, da Esquerda Marxista, além de Khader Othomann.

Na noite de segunda-feira, 17/02/2014, aconteceu em Florianópolis o Debate sobre a situação na Palestina e Oriente Médio organizado pela Esquerda Marxista, PCB e MST, com apoio do Sintrasem e do Sinsej. Presentes Abdel-Al Marwan, do Birô Político da FPLP, Caroline Bellaguarda, do PCB e Serge Goulart, da Esquerda Marxista, além de Khader Othomann, líder da comunidade palestina no Brasil.

Entre os presentes estavam 45 sindicalistas, jovens e companheiros na luta contra outras opressões, como participantes da Ocupação Amarildo de Souza, unidos pelo entendimento de que toda forma de opressão exige a união da população. Uma delegação do Sindicato dos servidores municipais de Joinville e o vereador Adilson Mariano, da Esquerda Marxista, viajaram 170 km para participar do rico debate que se desenvolveu sobre as diversas orientações políticas que se expressam no interior da palestina.

Uma unanimidade foi a condenação da política de aplicação dos Acordos de Oslo em que em mais de dez anos os dirigentes da Autoridade Palestina não cessaram de fazer concessões ao sionismo enquanto o massacre de palestinos e a tomada de suas terras continuava. Esta política de capitulação permanente só levou a um sofrimento sem fim para o povo palestino.

A defesa de um só Estado laico e democrático em todo território histórico da Palestina também foi uma unanimidade, assim como a necessidade de que esta luta seja travada junto com a luta pelo socialismo.

Em sua fala, a camarada Caroline frisou que os campos de concentração onde se encontram os palestinos são a expressão máxima do capitalismo e suas explorações, e que os bloqueios são uma poderosa arma utilizada pelos EUA e Israel contra a Palestina e que é necessário a luta pelo socialismo.

O camarada Serge mencionou as revoluções dos países do Oriente Médio na chamada “Primavera Árabe” e sua importância política para a região, região que sofre diretamente a partir das ações e intervenções de Israel. Destacou que a luta contra o sionismo só pode ser vencida pelo movimento de massas unindo os palestinos, os palestinos que ficaram em Israel, desde 1948, e a classe operária de Israel, liderados por um partido revolucionário ligado a todos os oprimidos do Oriente Médio. A solução para os povos da região só pode ser uma Federação Socialista de todo Oriente Médio.

Com sua experiência e engajamento de militante, Abdel-Al Marwan expressou as posições da FPLP e retratou um panorama da atual situação dos palestinos, reafirmou que a Frente Popular para a Libertação da Palestina é uma organização de esquerda e socialista, na luta pela libertação do povo palestino. E que esta luta está ligada ao socialismo e a unidade dos palestinos e dos grupos que lutam contra o sionismo em Israel. Afirmou que a causa não se trata da luta entre Israel e Palestina, mas sim da luta de classes, numa busca progressista e democrática, e por isso não cabe apenas à Palestina, mas todo o Oriente Médio. Abordou ainda o tema Primavera Árabe: “não concordo com o termo “primavera árabe” porque as mudanças resultam do ano inteiro, das quatro estações. Democracia não é só as eleições, mas também a situação econômica e a participação dos cidadãos, o que não acontece atualmente no Egito ou Tunísia. Disse que as eleições nestes países serviram para frear a revolução. Citou o exemplo do Egito onde, segundo ele, a vitória da Irmandade Mulçumana foi um retrocesso: “a revolução deve ser feita pelo povo e tem como objetivo melhorar as condições sociais, econômicas e culturais do povo”. E um governo da Irmandade Muçulmana é um retrocesso.  Assim, como dos seus congêneres na Tunísia. Afirmou que só a luta do povo unido pelo direito de todos viverem com liberdade e com direitos iguais sobre o território histórico da Palestina vai pôr fim a terrível situação criada pelo imperialismo e o sionismo.

Durante todo o debate foi também unanime a defesa inalienável do Direito de Retorno de todos os Refugiados palestinos ao seus lares na Palestina. Assim como a condenação da intervenção imperialista na Síria através dos regimes reacionários Árabes, como Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos que financiam as milícias integristas reacionárias e o dito Exército Livre Sírio (ELS), grupos mercenários e armados que tentam destroçar a Síria e instalar regimes islâmicos ditatoriais e feudais que são um completo retrocesso histórico e social.

Um excelente clima político de debate animou todos os presentes na atividade internacionalista que abordou diversos outros temas como a questão do Boicote a Israel assim como dos incessantes acordos comerciais e industriais na área de armamentos e segurança que o governo Dilma tem feito com Israel. Inclusive comprando de Israel carros de combate para usar contra os manifestantes brasileiros.

Todos saíram com a certeza de que este debate deve continuar e que em 15 de maio, quando se comemora a “Nackba” (Tragédia, em árabe), que é a data da criação do Estado sionista e racista de Israel sobre a terra palestina e o início de um massacre que já dura 66 anos.

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Mais textos sobre o tema:

“Fórum Social Mundial Palestina Livre: para avançar há que romper com os Acordos de Oslo!”: http://www.marxismo.org.br/content/forum-social-mundial-palestina-livre-para-avancar-ha-que-romper-com-os-acordos-de-oslo

“Palestina Livre, só com o fim de Israel! Luta pela Palestina Livre, só com independência política e financeira!” http://www.marxismo.org.br/content/palestina-livre-so-com-o-fim-de-israel-luta-pela-palestina-livre-so-com-independencia

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