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Convocatória para II Seminário: “A luta pela re(estatização) e os desafios da classe trabalhadora”

FRENTE ÚNICA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO E OS ATAQUES AOS TRABALHADORES!

A dialética dinâmica da luta de classes é o motor da história. Permeada por contradições, a disputa em torno do conceito e do papel do Estado esteve sempre presente no debate da classe trabalhadora para a superação do capitalismo.

Depois das grandes guerras imperialistas, a burguesia defendeu a presença do Estado como espaço impulsionador da acumulação do capital. Ocorre que, depois, com a crise do capitalismo adotou nova tática de aparecer com um discurso abertamente liberal, onde a acumulação do capital deveria ocorrer com a menor presença do Estado, cabendo a esse “somente” o papel de conter a classe trabalhadora. Junto à isso, adotou-se a privatização como linha dorsal de sua atuação.

No entanto, logo depois tal discurso se comprovou uma falácia e o Estado novamente foi o instrumento para salvar o grande capital. Bush realizou estatizações (GM, JPMorgan, etc.). No Brasil, Lula, por meio do BNDES, injetou dinheiro público para salvar grandes empresas (JBS FriBoi, Aracruz Celulose, Banco Panamericano, etc.).

O fato é que a estatização como instrumento tático para a construção do socialismo e a emancipação da classe trabalhadora, obviamente, não é compatível com o capitalismo. Por isso, o debate da estatização passa pela compreensão da dinâmica da luta de classes, discutindo-se como a classe trabalhadora deve pautar suas ações.

A luta da classe trabalhadora passa pela distribuição dos recursos públicos, direcionando-os para a construção de uma verdadeira transformação social. Ao olharmos o orçamento dos governos, pode-se ver que dinheiro para os serviços públicos tem. Porém, a prioridade da burguesia.

Além da luta pela distribuição dos recursos públicos, é certo que a expropriação dos meios de produção é uma pauta histórica da classe trabalhadora e da luta pelo socialismo. Sua vinculação com a luta pelo controle operário norteou processos históricos da luta dos trabalhadores. Em tempos de crise do capitalismo, da burguesia querendo que os trabalhadores “paguem a conta”, atacando direitos trabalhistas e precarizando os serviços públicos, por meio de ajustes fiscais e desoneração da folha de pagamento, e privatizações. É o que estamos vendo na Europa e no mundo, mas mesmo no Brasil, com as medidas, apresentadas pela burguesia, de conciliação entre capital e trabalho.

É com esse objetivo que a Fábrica Ocupada Flaskô, que luta há nove anos pela estatização sob controle operário, pretende promover com a realização do “II Seminário: A luta pela (re)estatização e os desafios da classe trabalhadora”, no dia 28 de julho, sábado, das 9h às 20h, conforme a proposta que segue abaixo.

Gostaríamos de contar com não somente da presença de vocês para contribuir no debate, como impulsionar essa atividade, e mais, traçar ações de frente única em defesa do patrimônio público construído historicamente pela classe trabalhadora, enfrentando assim, a lógica do capital e a privatização dos serviços públicos.

Saudações de luta,

Conselho de Fábrica da Flaskô – www.fabricasocupadas.org.br

Contato:19-3864-2139 – mobilizacaoflasko@yahoo.com.br

Alexandre Mandl – alexandremandl@yahoo.com.br –19-8129-6637      

Pedro Santinho – pedro.santinho@uol.com.br –19-9696-6379      

II Seminário: “A (re)estatização e os desafios para a classe trabalhadora”

Sábado, 28 de julho, na Fábrica Ocupada Flaskô, em Sumaré/SP

FRENTE ÚNICA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO E OS ATAQUES AOS TRABALHADORES!

8h30 – Inscrições e Café da manhã

9h – A luta do Movimento das Fábricas Ocupadas pela estatização sob controle dos trabalhadores

– Pedro Santinho (coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô)

– Serge Goulart (ex-coordenador do Conselho Unificado das Fábricas Ocupadas)

10h – A luta pela Petrobrás 100% estatal e os desafios para a classe trabalhadora

– Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo

– Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro

11h00 – A luta pela (re)estatização da Embraer e os desafios para a classe trabalhadora

– Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos

12h – Almoço

14h00 – A luta pela (re)estatização dos Transporte Público e os desafios para a classe trabalhadora

– Flávio de Castro (doutorado sobre estatização do transporte rodoviário)

– Roque Ferreira – Sindicato dos Ferroviários de Bauru e Mato Grosso do Sul

15h – A luta pela manutenção dos Correios 100% estatal e os desafios para a classe trabalhadora

– Sindicato dos Correios

16h – Lanche/Intervalo

16h30 – A luta pelos Aeroportos 100% estatais e os desafios para a classe trabalhadora

– Sindicato dos Aeroportuários (SINA) e do Comitê contra a Privatização dos Aeroportos

17h30 – A luta pela (re)estatização da Vale e os desafios para a classe trabalhadora

– Movimento dos Atingidos pela Mineração, CPT/PA e Associação Justiça nos Trilhos

18h30 – Confraternização

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