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Contra os ataques da burguesia e a covardia dos dirigentes do PT! Pela anulação da Ação Penal 470! Abaixo a repressão!

José Dirceu e Genoino entregam-se sem luta e com a anuência tácita da direção do PT. O partido, preso à colaboração de classes e à defesa do capitalismo, não reage a esse ataque monstruoso. É preciso mobilizar unitariamente pela liberdade dos dirigentes do PT, pela anulação do julgamento da AP 470, contra a repressão e a criminalização das lutas sociais.

Genoino e José Dirceu, submissos às instituições burguesas, entregaram-se à polícia após a ordem de prisão ser emitida pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, que, em mais um jogo midiático, expediu os mandados em pleno feriado do dia da proclamação da República (15 de novembro).

Dirceu e Genoino entregaram-se sem luta e com a anuência tácita da direção do PT. Lula chegou a declarar: “Quem sou eu para fazer qualquer insinuação ou julgamento da suprema corte?”. Ele, a maior liderança do partido, vergonhosamente lava as mãos e dessa forma trai, não apenas os que vão presos, mas todos os militantes do PT, dos movimentos sociais, que são o alvo principal desse ataque da burguesia.

Zé Dirceu, o principal introdutor e defensor no partido da política de alianças com a burguesia, preso em nome e pela preservação desta aliança, bate no peito e ergue o punho ao se entregar à polícia, o famoso gesto dos comunistas e socialistas. Mas, na realidade, são gestos vazios, sem brilho e significado. Declara que apelará da sentença e que levará o caso aos tribunais internacionais. Apelará aos tribunais burgueses? Apelará aos tribunais imperialistas? Ele sabe que isso é inócuo, mas parece convicto que nada mais resta fazer.

Genoino, ao gritar “Viva o PT”, parece querer que o PT sobreviva a esse ataque. Mas qual PT? Aquele que se curva e se entrega passivamente às forças repressivas do Estado burguês e se alia à burguesia?

Zé Dirceu e Genoino temem a força das mobilizações das fábricas e das ruas, a única força que seria capaz de arrancá-los de trás das grades. Preferem a prisão à mobilização das massas. A maioria da direção do partido pensa como eles, virou as costas às jornadas de junho, tem fé na burguesia e abandonou a luta pelo socialismo.

O crime da direção do PT: defender a burguesia

Os dirigentes do PT, entregando-se às forças repressivas sem luta, são o símbolo para destampar definitivamente o infernal caldeirão da repressão e criminalização do movimento operário e popular.

O julgamento do STF foi uma farsa do início ao fim, a condenação de dirigentes do PT foi realizada sem nenhuma prova, como os próprios ministros admitiram durante o julgamento. A acusação de compra de votos de parlamentares é insustentável pelos fatos e pela lógica. Foi montado um verdadeiro show midiático pelos grandes meios de comunicação que classificaram hipocritamente o que apelidaram de “mensalão” como o “maior caso de corrupção da história do Brasil”.

Zé Dirceu, Genoino e outros do PT, aceitaram o jogo praticado pela burguesia e a ela se juntaram e dela recolheram recursos para as campanhas do partido, abandonaram a sua independência política e financeira. Mas, para a Esquerda Marxista, quem deve realizar esse julgamento não é a burguesia e nem as instituições do Estado Burguês, e sim, a classe trabalhadora.

Logo após as condenações em 2012, a Esquerda Marxista apresentou, na direção do PT, a proposta para o partido organizar uma campanha de massas pela anulação da AP 470, contra a criminalização, tivemos a resposta negativa da maioria dos dirigentes, que não queriam se enfrentar com o STF.

Sobre as prisões, Lula disse que “quem tem que discordar ou não são os advogados”. Imaginemos se em 1980 os operários em greve no ABC tivessem dito o mesmo? Lula teria curtido anos de cadeia. Mas, felizmente, os operários se ergueram quando em 17 de abril de 1980 o ministro do Trabalho, Murilo Macedo, decretou outra intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC presidido por Lula, cassou seus diretores da vida sindical e, em 19 de abril, prendeu Lula. À testa da operação estava Paulo Maluf. A luta da classe operária arrancou Lula da cadeia e anos depois o elegeu presidente. Hoje, ele volta as costas ao seu passado e deixa seus companheiros irem à prisão.

As prisões são um recado para os manifestantes

Diante do aumento das mobilizações dos jovens e trabalhadores, a burguesia aumenta a repressão e a criminalização das lutas e dos militantes. Já dizíamos na época do julgamento, em 2012, que esse teatro era parte da ofensiva da direita contra o movimento operário e popular.

Agora, ressuscitam a Lei de Segurança Nacional para prender manifestantes. Acusam e prendem, sem provas, estudantes da USP por vandalismo, destruição do patrimônio público e formação de quadrilha. Trabalhadores sem-teto e sem-terra são processados e presos. Centenas de manifestantes estão sendo perseguidos. Quatro dirigentes do Movimento das Fábricas Ocupadas enfrentarão os  tribunais para se defenderem da absurda acusação de formação de quadrilha. Esses são apenas alguns exemplos da ofensiva que se alastra.

A burguesia esfrega as mãos, prepara-se para atacar duramente as massas, sabe que a prisão dos dirigentes do PT cairá como um raio sobre a cabeça de militantes petistas. A intenção é desmoralizar o PT e toda a esquerda, os sindicatos, os partidos operários. Intimidar os manifestantes, mostrando que a justiça está a serviço da classe dominante.

Nesta batalha de classes, a Esquerda Marxista tem lado. Por isso, reiteramos nossa posição contra as instituições burguesas, contra o capitalismo e a repressão. Fazemos o chamado por uma batalha unitária pela libertação dos dirigentes do PT e pela anulação do julgamento da AP 470.

– Abaixo a repressão e a criminalização dos movimentos sociais!

– Pela anulação do julgamento da AP 470!

– Liberdade imediata dos dirigentes do PT!

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