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Começa o movimento contra o aumento das tarifas do transporte em São Paulo

Depois do anúncio conjunto do governador tucano Geraldo Alckmin e o prefeito petista Fernando Haddad de que aumentariam as tarifas de metrô e ônibus em São Paulo para R$ 3,20 a partir de 1º de junho, começaram a eclodir manifestações contrárias em várias partes da cidade.

Depois do anúncio conjunto do governador tucano Geraldo Alckmin e o prefeito petista Fernando Haddad de que aumentariam as tarifas de metrô e ônibus em São Paulo para R$ 3,20 a partir de 1º de junho, começaram a eclodir manifestações contrárias em várias partes da cidade.

Na segunda-feira, 27/05, cerca de 200 jovens ocuparam o Terminal Pirituba sem pagar a tarifa. A manifestação teve início às 7h da manhã em frente à escola estadual Ermano Marchetti, de onde estudantes e moradores partiram em marcha pelo bairro. No viaduto da av. Raimundo Pereira de Magalhães, os manifestantes queimaram uma catraca, simbolizando que a luta por um transporte verdadeiramente público é a luta pelo fim da cobrança de tarifa.

Após sair do Terminal Pirituba a manifestação seguiu em direção à subprefeitura, atravessou a estação da CPTM e encerrou o ato na Avenida Mutinga.

Na manhã de terça-feira, 28/05, partiu do Parque Dom Pedro, um ato contra o aumento das passagens organizado em conjunto por estudantes da escola estadual São Paulo e pelo Movimento Passe Livre. Mesmo sob intensa chuva, cerca de 100 pessoas se reuniram em frente à escola com faixas e cartazes e ocuparam o viaduto da Rangel Pestana. Em seguida, a passeata ocupou o Terminal Parque D. Pedro – que é o maior terminal de ônibus urbanos do continente! -, onde foram distribuídos panfletos para a população e para os trabalhadores do terminal. A notícia de que a tarifa ia subir soou como uma surpresa desagradável para muitos passageiros; acompanhada, no entanto, da feliz notícia de que já tem gente lutando para mudar isso. E os manifestantes deixaram bem claro que essa luta não é só contra o aumento, mas contra todo tipo de tarifa no transporte público: por isso, simbolicamente, uma catraca foi queimada no interior do terminal.

A marcha seguiu até a Praça da Sé, onde, em assembleia, decidiu-se por seguir até a Prefeitura e lá queimar a catraca novamente. Mesmo com a chuva engrossando, o ato assim o fez, e lá os manifestantes permaneceram por mais meia-hora, cantando e dançando o funk: “Dança Haddad, dança até o chão / Aqui é o povo unido contra o aumento do busão”.

No fim da tarde do dia 28/05, sob frio e chuva, cerca de mais 100 pessoas se uniram em frente à prefeitura para o Ato-Vigília convocado pela Esquerda Marxista, contra o aumento das tarifas. O Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de SP esteve presente com um carro de som, onde os manifestantes puderam fazer suas palavras de ordem ecoar por toda a região do Viaduto do Chá, Praça do Patriarca, etc.

Das 17:30 até as 20:00 foram distribuídos cerca de 5 mil panfletos e coletadas milhares de assinaturas contra o aumento da passagem (veja nossa análise aqui – http://marxismo.org.br/?q=blog/2013/05/23/sao-paulo-alckmin-e-haddad-juntos-querem-aumentar-tarifa-do-transporte-para-r-320). No panfleto o texto concluía com um chamado para o Grande Ato contra o aumento das tarifas do dia 06/06 a partir das 17:00 em frente ao Teatro Municipal.

Em várias cidades o aumento das tarifas tem sido revogado diante de manifestações de massas. Em Porto Alegre (RS), quando milhares marcharam nas ruas por vários dias consecutivos, o prefeito voltou atrás. Em Teresina (PI), depois de 5 dias seguidos de protestos com milhares nas ruas, 2 ônibus queimados e sites oficiais invadidos por hackers, a prefeitura também revogou o aumento. Isso mostra que é possível reverter o aumento em São Paulo, mas será necessário mobilizar milhares de pessoas, muito provavelmente mais de uma vez, em vários dias seguidos. Vamos começar no dia 06/06. Venceremos!

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