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Campanha não defende Lula nem os trabalhadores

Uma campanha denominada “Por um Brasil justo pra todos e pra Lula” foi lançada em 10 de novembro em São Paulo. De acordo com o manifesto do movimento, “hoje no Brasil, defender o direito de Lula à presunção da inocência, à ampla defesa e a um juízo imparcial é defender a democracia e o estado de direito. É defender a liberdade, os direitos e a cidadania de todos os brasileiros”.

Não é de se impressionar. Mesmo à beira do precipício político, Lula continua bradando pela defesa das atuais instituições políticas. Uma opção feita há tempo, quando deixou de acreditar na força dos trabalhadores.

Lula tem realmente sido perseguido pela burguesia. Após o impeachment, enterrar politicamente o ex-presidente é o próximo objetivo no jogo pelo poder. Ocorre que o pior crime de Lula foi ter ajudado a destruir, através das alianças com a burguesia e adotando os seus métodos, o maior instrumento político já construído pelos trabalhadores brasileiros, o PT, e por ter repetidas vezes usado de sua influência para conter revoltas que poderiam ter mudado a história do país e da humanidade.

Até o momento, a campanha “Por um Brasil justo pra todos e pra Lula” é inútil. Anos de colaboração de classe, burocratização e traição dos governos Dilma e Lula não serão esquecidos facilmente. Não será em defesa de Lula, de Dilma, do PT e do estado democrático de direito que os trabalhadores se moverão, mas, sim, em defesa de seus direitos e conquistas. Se quisesse o apoio dos trabalhadores, o primeiro passo de Lula deveria ser romper com a burguesia e colocar-se na luta contra os ataques de Temer e do Congresso Nacional. No entanto, como essa campanha demonstra, o que segue é a submissão ao capitalismo.

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