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CÂMERAS NA USP: DERROTAR A REPRESSÃO

Já a algumas semanas, os estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) se mobilizam em assembleias e atos contra a mais recente investida da repressão: a instalação de câmeras nos corredores dos quatro cursos que compõem a FFLCH: História, Geografia, Ciências Sociais, Filosofia e Letras

Já a algumas semanas, os estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) se mobilizam em assembleias e atos contra a mais recente investida da repressão: a instalação de câmeras nos corredores dos quatro cursos que compõem a FFLCH: História, Geografia, Ciências Sociais, Filosofia e Letras.

Essa iniciativa, idealizada pelo diretor da FFLCH Sérgio Adorno, surge sob o argumento de que os roubos e sumiços de pertences individuais nos corredores e salas alcançaram níveis muito altos, e que o registro dos culpados e sua consequente detenção levariam a um aumento da segurança. Obviamente, tamanho absurdo não engana nem o mais ingênuo inocente. Porque tamanha preocupação surge somente agora? Afinal, qualquer pessoa, estudante ou não, sabe que os furtos e perdas são parte do cotidiano da faculdade desde que foi aberto o campus.

A resposta é óbvia: Adorno está fazendo a sua parte na ofensiva contra as mobilizações na USP. O objetivo é acabar com o que sobrou de militância estudantil da greve do ano passado. O caráter exclusivamente repressivo dessa nova medida de “segurança” fica ainda mais claro ao lembrarmos que a instalação de câmeras em todo o campus Butantã, que compreende uma área enorme, significará um empreendimento consideravelmente oneroso em um momento que a reitoria implementa cortes de 30% no orçamento da universidade. Para reprimir, a burocracia não economiza decretos nem dinheiro!

A mudança na situação política iniciada a partir das manifestações de Junho fez soar os alarmes de todos os setores da burguesia. Eles estão desesperados para reforçar seus músculos e aumentar a repressão antes que novas mobilizações massivas apareçam no horizonte, e a burguesia universitária. Para enfrentar esta onda de ataques da classe inimiga e seus representantes na universidade, os estudantes devem se apegar ao programa marxista, único capaz de oferecer uma alternativa à realidade atual. Este é o programa defendido por nós, militantes da Esquerda Marxista, inclusive na USP. Junte-se à nós.

 

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