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Brutal repressão policial no ato contra o aumento da tarifa em SP

A brutal repressão policial ao 2º Ato contra o Aumento da Tarifa em SP e os erros da direção do movimento, o MPL.

Não houve o 2º Ato contra o Aumento da Tarifa! O que houve foi um massacre. Um massacre meticulosamente organizado pelas forças de repressão do Estado de São Paulo. A PM de São Paulo executou cirurgicamente o plano de cercar e reprimir os participantes da manifestação, logo na concentração na Praça do Ciclista (Av. Paulista com a Consolação) mostrando claramente que nem passa pela cabeça dos dirigentes do poder público estadual e municipal, qualquer tipo de diálogo a respeito da retirada do aumento da tarifa.

Ao mesmo tempo, é preciso avaliar os erros da direção do ato, o MPL (Movimento Passe Livre), e seus métodos, que acabam não permitindo uma real democracia nas decisões e com táticas que fragilizam o movimento.    

Como no ato da última sexta-feira (08/01) o trajeto foi decidido unilateralmente pelo MPL e comunicado ao restante dos manifestantes por meio do tradicional jogral, já que os carros de som são proibidos nesses atos pelo próprio MPL. O trajeto apresentado iria da Avenida Paulista em direção à Avenida Rebouças até o Largo da Batata. Por sua vez, o comando da PM decidiu que o trajeto deveria ser pela Consolação sentido centro. É um absurdo a polícia pretender definir o trajeto de manifestações populares, mas também é preciso, por parte da direção de um movimento, que se avalie a correlação de forças, as melhores táticas para seguir ampliando a luta, e que as decisões sejam tomadas de maneira democrática.

A polícia, que já havia cercado todo o perímetro da Praça do Ciclista iniciou seu ataque quando a passeata começava a se dirigir à Avenida Rebouças. Em questão de minutos, sob forte bombardeio de gás lacrimogêneo e as cargas do pelotão “robot cop” do Choque, a concentração ficou encurralada, até ser empurrada majoritariamente pra se dispersar em direção ao centro pela rua Bela Cintra.

Mais uma vez, a PM de Alckmin não levou em consideração a segurança dos manifestantes, muitos deles jovens, menores de idade que despertaram para luta no levante dos estudantes secundaristas do final do ano passado. Entretanto, atos como os de hoje, onde o trajeto é decidido de forma anti-democrática e não se dirige a locais onde se poderia reivindicar as pautas ao poder público (sede da Prefeitura, Palácio dos Bandeirantes, etc.), onde a ação direta é praticada sem se observar a correlação de forças entre PM e manifestantes, pondo em risco de vida todos os participantes, podem provocar o enfraquecimento da luta pela retirada dos R$ 3,80. Isso é o que o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad, que mais uma vez se uniram para esfaquear os bolsos da juventude e da classe trabalhadora, querem.

Houve aumento de 30 centavos agora em 2016 e já se cogita um novo aumento, de sabe-se lá quanto, para o ano que vêm. Diante disso é extremamente necessário que se avance na criação de uma direção unitária, que não fique refém dos métodos equivocados do MPL. Isso é responsabilidade de todas as organizações que compõe o movimento e sempre marcam presença nesses atos.  Só um comitê de luta democrático, baseado na política de frente única que é o método tradicional da juventude e da classe trabalhadora, forjado e experimentado concretamente nas suas lutas históricas, é que pode propiciar o avanço desse movimento.

POR UM COMITÊ DE LUTA PELO TRANSPORTE PÚBLICO!

PELO FIM DA PM! ABAIXO A REPRESSÃO!

R$ 3,80 NÃO! TARIFA ZERO + ESTATIZAÇÃO!

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