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Barbosa aponta um 2016 de mais cortes e ajustes

Em uma entrevista para o Valor Econômico, o Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, falou sobre os princípios do ajuste fiscal que pretende implementar.

Em uma entrevista para o Valor Econômico (http://www.valor.com.br/brasil/4447360/barbosa-quer-limite-de-gastos-inferior-aos-atuais-191-do-pib), o Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, falou sobre os princípios do ajuste fiscal que pretende implementar. Ele propõe o refinanciamento das dívidas estaduais e um teto para os gastos federais, que pode suspender aumentos reais do salário mínimo.

O ministro afirma que hoje o nosso maior problema é controlar o crescimento dos gastos obrigatórios e cita isso diversas vezes. Ou seja, o que vem se desenhando são mais cortes na educação, saúde etc. Outra solução apontada por ele para conter gastos é a Reforma da Previdência. Barbosa afirma que os gastos vão se estabilizar nos próximos 20 ou 30 anos e ressalta que não é por acidente que estão discutindo uma regra fiscal. O ministro ainda destacou que vai enfrentar a discussão da previdência no ano de 2016.

Durante toda a entrevista, o que se lê são ataques diretos aos trabalhadores e à juventude. Em 2015 já sofremos com o ajuste fiscal. A educação sofreu o corte de 9 bilhões em seu orçamento, levando à falta de professores, técnicos e sucateamento da infraestrutura nas universidades federais. Nessa mesma lógica, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) vem sofrendo corte de verbas pelo Governo Federal, que pode ter redução de 50% a 90% da verba (Link: http://www.marxismo.org.br/blog/2016/02/21/o-definhamento-do-pibid-e-maos-limpas-do-governo).

Na nota semanal da Esquerda Marxista, no dia 05 de fevereiro, dizemos que o objetivo final da burguesia, com o apoio do governo, é “a transferência dos recursos da previdência (mais de R$ 400 bilhões anuais) para os cofres das empresas, via ‘fundos de pensão’ enquanto a maioria pena com aposentadorias que não chegarão ao salário mínimo”.

O capitalismo não aponta uma saída em que os trabalhadores e a juventude não saiam sem prejuízos. A luta pelo socialismo não é uma luta fácil, mas é só ela que apresenta uma real solução para os problemas causados por este sistema.

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