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Bancários do BB vão à greve dia 30 de abril

 

A paralisação nacional de 24 horas foi convocada após diretoria do BB se recusar a negociar com as entidades sindicais mudanças no Plano de Funções, verdadeiro pacote de maldades em vigor desde 28 de janeiro de 2013.

A paralisação nacional de 24 horas foi convocada após diretoria do BB se recusar a negociar com as entidades sindicais mudanças no Plano de Funções, verdadeiro pacote de maldades em vigor desde 28 de janeiro de 2013.

Em fevereiro, publicamos neste blog, uma breve avaliação sobre o conteúdo do Plano de Funções aplicado unilateralmente pelo BB (ver em http://marxismo.org.br/?q=blog/2013/02/15/banco-do-brasil-jornada-de-trabalho-e-arrocho-salarial), retomando a luta histórica da categoria pela jornada de 30 horas semanais e explicando que a Contraf/CUT teria que mobilizar a categoria e organizar greve se o BB continuasse intransigente.

Pois bem, a diretoria do BB não voltou atrás um milímetro sequer e desmarcou a reunião agendada com a direção da Contraf/CUT para o dia 09/04, pois segundo o Boletim Pessoal distribuído aos trabalhadores “o Banco jamais marcou reunião de negociação sobre o Plano de Funções por entender, como já dito anteriormente, que se trata de medida estratégica da Empresa, afeta ao seu poder diretivo”.

Um grande absurdo, pois a medida afeta o salário e a carreira do trabalhador e, por isso, tem que ser discutida com os bancários e suas entidades de representação! As reivindicações dos trabalhadores têm que ser ouvidas pela diretoria do BB. Mas, eles estão surdos!

Enfrentar a truculência do BB

A direção do BB não aceita negociar e ainda por cima busca intimidar os trabalhadores. No mesmo Boletim Pessoal, o banco convocou a categoria a ir nas assembleias sindicais, com o intuito claro de influenciar o voto dos trabalhadores contra a paralisação. Além disso, avisou que as faltas decorrentes da paralisação serão descontadas e que, “na hipótese de bloqueio de dependências, o Banco envidará todos os esforços no sentido de obter ordem judicial para assegurar o acesso dos funcionários”.

Dida, tire as mãos de nossos direitos

Aliás, essas e outras práticas antissindicais já foram denunciadas no Ministério Público do Trabalho e para o próprio governo Dilma, mas sem resultado até agora.

Porém, a categoria já viu esse filme antes. Na última greve, o BB também ameaçou descontar os dias não trabalhados, mas teve que voltar atrás diante da mobilização nacional. Além disso, temos que combater fogo com fogo: se essa direção do BB não quer negociar e aprofunda a pressão sobre os bancários, o movimento sindical tem que exigir que Dilma demita o presidente e os diretores do banco responsáveis por essa relação truculenta com a categoria.

Evitar a divisão

Além da truculência do BB, outro perigo ronda o movimento: a divisão dos bancários nos próprios locais de trabalho. Nas agências, muitos escriturários (PE) e caixas executivos (Caiex) pensam que o Plano de Funções prejudica somente os assistentes e os gerentes e, por isso, estão esperando pra ver o que vai acontecer. Todos sabem que a “base da pirâmide” do BB é a vanguarda das mobilizações e esse estado de espera é perigoso, mas pode e deve ser revertido se as direções sindicais explicarem pacientemente a questão a todos os trabalhadores.

Afinal, a grande maioria dos bancários se preocupa com sua carreira e pretende, com o tempo, subir de nível na empresa. Por isso, todos devemos apoiar a luta contra o Plano de Funções e lutarmos por um verdadeiro Plano de Cargos, Carreira e Salários!

Mas, na verdade, os PE e os Caiex estão testando seus colegas, pois alguns assistentes e muitos gerentes costumam não aderir às greves, com medo de perderem o cargo. Mas, e agora, quando o BB ataca justamente a remuneração relacionada ao exercício da função, o que esse pessoal vai fazer? Por isso, esse momento pode ser decisivo para as futuras mobilizações e campanhas salariais.

Entre outras coisas, a paralisação nacional poderá colocar essa parcela da categoria em movimento, dando confiança na força que eles mesmos possuem e isso poderá provocar um efeito positivo para as próximas batalhas. Os PE e os Caiex precisam ter paciência e ajudar os demais colegas a compreenderem que só há uma alternativa: a mobilização!

Só um dia de greve não vai adiantar

O Plano de Funções foi aplicado em janeiro e só agora a direção da Contraf/CUT resolveu marcar uma paralisação de protesto. Antes tarde do que nunca, é verdade, mas é preciso ser realista: uma paralisação nacional de 24 horas não irá resolver nossos problemas, ainda mais diante dessa diretoria truculenta.

A paralisação tem que ser encarada como um aquecimento, como um maratonista que se prepara para uma prova de longa duração e cheia de obstáculos. Mesmo que o BB volte atrás em algum ponto do Plano de Funções, uma vez iniciada a maratona, devemos completar a prova, superando as lideranças que se cansarem no meio do percurso!

– Dilma, mude a direção do Banco do Brasil pra atender nossas reivindicações!

– Fora Dida e Carlos Leal Neri (Presidente e Diretor de Relações com os Funcionários)!

– Jornada de trabalho de 30 horas semanais para todos os bancários, sem redução salarial!

– Revogação do Plano de Funções! Por um Plano de Cargos, Carreira e Salários que garanta nossos direitos!

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