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Atividade lembrou os 16 anos do mandato marxista na Câmara de Joinville

A partir de 31 de dezembro, os trabalhadores e a juventude da cidade não terão mais um ponto de apoio na Câmara de Vereadores de Joinville. Porém, Mariano e todos os militantes da EM continuarão nas ruas, fábricas, bairros, escolas e universidades ajudando a construir um partido revolucionário.

No último domingo (18/12) o mandato do vereador Adilson Mariano realizou sua última atividade pública, reunindo centenas de apoiadores para um almoço de confraternização. O evento relembrou os 16 anos de história desse camarada na Câmara de Vereadores de Joinville e discutiu a importância de continuar a organização nas fábricas, bairros, escolas e universidades.

Crédito: Stefani Peixer

Companheiros do Centro de Direitos Humanos, Movimento Por Moradia, associações de moradores do Adhemar Garcia e do Itaum, União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas, Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville e Região, Regional de Joinville do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, SindSaúde, Liberdade e Luta, PSOL, entre outras entidades, estiveram presentes e manifestaram sua homenagem ao mandato.

Crédito: Stefani Peixer

Ao longo de todos estes anos – a maior parte deles sob a orientação política da Esquerda Marxista (EM) -, Mariano apoiou as greves e manifestações de trabalhadores de dezenas de categorias. Apoiou a reforma agrária junto ao MST, lutou por moradia digna para todos e  por regularização fundiária. Enfrentou o monopólio privado do transporte público em Joinville, apoiou a luta das Fábricas Ocupadas, trabalhou por educação e saúde pública. Também esteve ao lado dos servidores municipais em todas as suas reivindicações e colocou seu mandato inteiramente à disposição da organização da juventude.

Em julho de 2015, a EM decidiu sair do PT, já que o proletariado brasileiro dava mostras de definitivamente não apoiar mais essa sigla, cujos dirigentes praticaram décadas de colaboração de classe e traição. O partido, que já havia tentado expulsar Mariano por apoiar uma greve dos servidores municipais durante o governo petista na cidade, tentou ficar com o mandato. Não conseguiu. Em outubro do mesmo ano, Mariano e todos os camaradas da EM que concorreriam às eleições pediram filiação democrática ao PSOL.

Por todos esses combates, Mariano sofreu tentativas de suborno, foi agredido, processado e seu mandato quase foi cassado. Em todas estas oportunidades, recebeu intenso apoio dos movimentos populares, trabalhadores e jovens da cidade.

Em 2016, Mariano concorreu novamente à Câmara de Vereadores ao lado dos Candidatos Contra o Sistema. Embora, juntos, estes companheiros tenham alcançado mais de 5 mil votos, não foi possível manter um mandato na Câmara. A diminuição do tempo de campanha e televisão, desobrigação de os partidos pequenos participarem de debates, grande número de abstenções — que demonstrou a falta de credibilidade de todo o sistema, entre outros fatores, fizeram com que o PSOL em Joinville não alcançasse o coeficiente eleitoral necessário.

A história do mandato do vereador Adilson Mariano, no entanto, permanecerá sendo um exemplo de luta e do papel exemplar de um marxista no parlamento burguês. Durante esses 16 anos, até mesmo a direita da cidade obrigava-se a reconhecer a coerência e incorruptibilidade desse mandato coletivamente controlado.

A partir de 31 de dezembro, os trabalhadores e a juventude da cidade não terão mais um ponto de apoio na Câmara de Vereadores de Joinville. É uma grande perda. A crise financeira internacional se aprofunda e já impacta diretamente a vida do povo. O ano de 2017 nem começou e já foram realizados cortes nos serviços públicos, congelamento de investimentos por 20 anos, Reforma do Ensino e anunciam-se as reformas da Previdência e Trabalhista. Será preciso uma grande resistência da classe trabalhadora. Mariano e todos os militantes da EM continuarão nas ruas, fábricas, bairros, escolas e universidades ajudando a construir um partido revolucionário.

Junte-se a esta luta!

Crédito: Johannes Halter

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