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Arena de Joinville: Vasco e Atlético do Paraná, briga entre torcidas, nenhum futebol

A violência nos estádios: triste e horrível retrato da falência da sociedade capitalista

A violência da sociedade, que se move em função do lucro, se reflete diretamente na maior paixão do país: o futebol. As mazelas gigantescas do capitalismo são, a cada dia, mais e mais vistas nas ruas e nas TVs: guerras, fome, doenças, guerras entre bandos armados, PMs e moradores das periferias, nos Shoppings, guerras nos estádios. A barbárie reinante na sociedade entrou nos estádios de futebol e de lá parece não mais querer sair.

A violência nos estádios: triste e horrível retrato da falência da sociedade capitalista

A violência da sociedade, que se move em função do lucro, se reflete diretamente na maior paixão do país: o futebol. As mazelas gigantescas do capitalismo são, a cada dia, mais e mais vistas nas ruas e nas TVs: guerras, fome, doenças, guerras entre bandos armados, PMs e moradores das periferias, nos Shoppings, guerras nos estádios. A barbárie reinante na sociedade entrou nos estádios de futebol e de lá parece não mais querer sair.

A Arena, nome dado aos antigos estádios, como os de Roma, onde lutadores combatiam até a morte e César e outros homens do poder, tinham o direito de decidir quem deveria ou não morrer. Os estádios de futebol, fazendo jus aos combates entre torcedores que ali são travados, passaram a se chamar Arenas.

Desta vez a batalha ocorreu durante o jogo entre o Alético Paranaense e o Vasco da Gama. Local das escaramuças? A Arena de Joinville. Os torcedores, amantes do futebol foram uma vez mais desrespeitados, a população foi tratada com desdém. Vários dos gladiadores foram parar nos hospitais. Os dirigentes fazem “mea culpa” e prometem que isso não mais ocorrerá. E todos prometem mais repressão, fora e dentro dos estádios, digo Arenas.

Como ocorre na discussão da Maioridade Penal, somos impelidos a defender a prisão do meliante, do criminoso ou do assassino, mas não somos guiados a defender e lutar pela prevenção do crime. Acabamos levados a defender a repressão, a ação das PMs. A violência é a marca da sociedade, do sistema. A Arena Romana foi substituída pela Arena das Fábricas onde os operários são violentamente explorados e quando entram em greve são reprimidos. A Arena Romana foi substituída pela Arena do futebol onde milhões de reais circulam entre alguns milionários bolsos. O futebol arte desapareceu. Imperam as máfias, a cartolagem e as uniformizadas dirigidas por gente da pior espécie. Aí entram em cena as TVs e gritam, não tinha polícia na Arena, ela foi ineficiente. A multidão aplaude. E vai se fortalecendo mais e mais o caráter violento da sociedade capitalista.  

Sabemos que não se resolve o crime apenas punindo. Os crimes devem ser combatidos, com educação, oportunidades, orientação e igualdade. Mas este sistema não pode oferecer isso. Então devemos lutar por outro onde isso possa ocorrer. Não podemos combater a violência apertando a mão de quem causa a violência. Necessitamos buscar outro caminho. O capitalismo é a violência permanente. O futebol virou peça de exploração e acumulação e a violência passou a ser parte do cotidiano nos estádios.

Os fatos ocorridos no estádio em Joinville nos entristecem. Quem luta pela paz, pela igualdade e pela comunhão dos povos está de luto mais uma vez, mas mais do que isso, está com fome de revolta, com fome de mudança, com fome de Revolução, está cheio de ver semelhantes morrendo nas mãos do Estado que é incapaz de guardar a vida das pessoas e de capacitá-las para que não usem de meios ilegais para sobreviver.

O Futebol, que é a maior paixão nacional e de quem escreve este texto, é apenas mais um retrato da sociedade. Mudemos o futebol, mudemos a sociedade. 

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