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Aliados e a oposição burguesa derrotam o uso dos royalties do petróleo para a educação

 

Com amigos desse tipo os trabalhadores e a juventude não necessitam de inimigos

A Câmara dos Deputados acabou de votar ontem por 286 votos sim e 124 não o projeto de lei que define o uso de recursos obtidos com a exploração do petróleo, sem destinar um centavo para a educação.

A maioria dos parlamentares votou a favor do projeto oriundo do Senado e assim  a educação não vai mais receber 100% dos lucros dos futuros contratos. O projeto agora segue para sanção presidencial.

 

Com amigos desse tipo os trabalhadores e a juventude não necessitam de inimigos

A Câmara dos Deputados acabou de votar ontem por 286 votos sim e 124 não o projeto de lei que define o uso de recursos obtidos com a exploração do petróleo, sem destinar um centavo para a educação.

A maioria dos parlamentares votou a favor do projeto oriundo do Senado e assim  a educação não vai mais receber 100% dos lucros dos futuros contratos. O projeto agora segue para sanção presidencial.

Mais uma vez, prova-se que a base aliada do governo existe apenas para aprovar projetos que atacam os interesses da maioria a população.

Farsa e jogo de cena?

O deputado do PT e líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, no dia 30 de outubro declarava que o Palácio do Planalto não tinha pressa em votar o projeto que estabelecia um novo modelo de partilha dos royalties do petróleo na camada pré-sal e esperava mais diálogo com os que contrários. Como se eles pudessem ser convencidos de algo.

A base aliada burguesa, juntamente com seus pares dos outros partidos burgueses ditos de oposição, votou pela aprovação dos royalties do petróleo sem destinar nenhum centavo para a educação. E fizeram isso com muita pressa, aparentemente atropelando o governo e seus aliados do PT. Será que o governo e os parlamentares do PT não sabiam que os parlamentares burgueses votariam assim? 

Agora, para provar que não houve jogo de cena e farsa, os parlamentares petitas deveriam pressionar Dilma para vetar o projeto na íntegra. As entidades estudantis devem ser chamadas à luta. A UNE, UBEs, UMES, CUT e FUP precisam partir pra cima do governo e dos parlamentares, a base deve ser mobilizada! Nas ruas é que se luta!

Uma vez mais fica a lição: sem romper a aliança com a burguesia, as reivindicações populares jamais serão atendidas. O parlamento é um jogo de cartas marcadas, sua maioria só entende a linguagem das mobilizações de massas, Só elas podem trazer conquistas.

Por verbas para a educação para garantir o ensino público e gratuito para todos!

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