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Acampamento Revolucionário anima jovens para lutar contra o capitalismo

Concentrados de 26 a 29 de janeiro, mais de cem jovens debateram a atual situação brasileira e internacional, conceitos políticos teóricos, as lutas contra as opressões e as táticas para construir uma alternativa socialista.

Mais de uma centena de jovens participaram do Acampamento Revolucionário da Liberdade e Luta. Concentrados de 26 a 29 de janeiro, eles debateram a atual situação brasileira e internacional, conceitos políticos teóricos, as lutas contra as opressões e as táticas para construir uma alternativa socialista. Integrado a isso, prestigiaram apresentações musicais, teatrais e cinematográficas, além da promoção de confraternizações ao fim dos dias. Uma declaração aprovada na mesa de encerramento concentrou as tarefas e objetivos da recém fundada organização diante deste ano em que celebramos o centenário da Revolução Russa.

Em mais de 20 cidades do país, estudantes e jovens trabalhadores impulsionaram atividades preparatórias para conseguir viajar até Florianópolis neste início de 2017. No ano anterior, convidaram seus amigos e colegas, e arrecadaram valores para custear as formas de transporte definidas em cada local. Guiadas pelo princípio da independência financeira, chegaram à Escola Herondina Medeiros Zeferino delegações com dezenas e algumas com somente uma pessoa. Mas todas estavam ali para compartilhar suas experiências e fortalecer-se mutuamente para a tarefa de derrubar o sistema capitalista.

Com os participantes credenciados e alojados, ocorreu a abertura do Acampamento, contando com a saudação de representantes de movimentos sociais e organizações solidários à Liberdade e Luta. Marcaram presença a União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas, com Jonathan Vitorio, a Federação dos Estudantes Marxistas da Grã-Bretanha, com Joe Attard, a Esquerda Marxista, com Serge Goulart, e o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), com Ana Cláudia Silva. No dia seguinte, também deixaram mensagens ao plenário representantes do Juntos!, Tássia Lopes, da Corrente Socialista Militante, da Argentina, Marcelo Canay, além da convidada da Venezuela Amanda Vargas.

Luta de classes internacional e brasileira

Marcado por uma bateria de debates, o segundo dia de evento colocou a concentração de todos em alerta. Começando pelo debate “As lutas da juventude no mundo”, apresentado por Joe, Marcelo e Amanda, o cronograma seguiu para a mesa “Situação Política Nacional e a Reforma do Ensino Médio”, exposta por Evandro Colzani e Lucy Dias. No início da noite, o esforço coletivo permitiu ainda ao plenário debater “Luta de classes e o combate ao racismo, machismo e homofobia”, guiado por Evelyn Gonzalez e Felipe Araujo. Após esta série de intensas discussões, um divertido luau ocorreu na Praia dos Ingleses. Pablo Bailoni promoveu uma magnífica apresentação de malabarismo com fogo, e Daniele Rocha declamou poesias.

Troca de experiências e planos

Uma rica troca de experiências, que conduziu à definição de táticas e perspectivas para o próximo período, abriu o terceiro dia, com os grupos de trabalho. Divididos entre os eixos secundarista, universitário e movimentos sociais, os acampados sistematizaram suas discussões para o plenário. Foram definidas atividades em março e maio sobre a luta das mulheres e a questão de classe, assim como outras relativas às opressões racistas e homofóbicas. Brochuras e artigos também estão entre os planos traçados pelos GTs, que abordarão as campanhas gerais, e temas como saúde pública, mensalidades na universidade, dívida pública, construção de grêmios e diálogo com calouros. Um boletim mensal nacional também será impulsionado.

Na parte da tarde, uma formação teórica polêmica foi pauta. “Socialismo e Anarquismo”, apresentado por Bruna dos Reis e Daison Colzani, enriqueceu a compreensão dos jovens sobre as características de cada uma dessas correntes de pensamento. Com uma trajetória de embates de mais de 150 anos, ambas voltam ao palco das atenções da juventude no Brasil e no mundo, tornando importante uma discussão aprofundada sobre o tema.

Pelos olhos da classe trabalhadora

Em seu último dia juntos, os mais de cem jovens revolucionários reunidos na escola da capital catarinense elegeram uma nova coordenação nacional. Além disso, eles votaram uma declaração do Acampamento Revolucionário da Liberdade e Luta. O documento ressalta a vocação revolucionária e socialista com a qual a organização nasceu em 2016, e que continua sendo sua marca. Aponta a impossibilidade de encontrar saídas reformistas dentro do capitalismo, e destaca a instabilidade política que se desenvolve no mundo todo.

Ao explicar sua visão sobre o Brasil, a declaração ressalta a necessidade da luta de massas como tática para derrotar todos os ataques dos capitalistas e seus governos. Saudando o legado da Revolução Russa de 1917, os jovens deixaram claro que veem o mundo pelos olhos da classe trabalhadora. Campanhas da Liberdade e Luta serão impulsionadas para combater os ataques aos direitos trabalhistas, à previdência social, contra a lei da mordaça e contra a Reforma do Ensino Médio. A preparação para os congressos da UNE e UBES definiu-se como uma das atenções dos núcleos da LL nos próximos meses. Para esses eventos, levantarão a bandeira de vagas para todos em instituições públicas, da creche até a universidade.

Ideias revolucionárias

Ao final do Acampamento Revolucionário, o ânimo com as perspectivas revolucionárias e o nível das discussões realizadas era perceptível nos rostos dos jovens que se abraçavam e se despediam. Eles voltaram para suas cidades com a vontade de fazer um mundo novo nascer. Mais do que isso. Eles carregavam consigo as ideias capazes de, como diz a declaração aprovada: “Organizar, mobilizar, unir: lutar pela Revolução!”. Resultante do esforço de centenas de militantes e apoiadores da Liberdade e Luta, o evento deixou claro que há uma abertura de cada vez mais jovens para as ideias revolucionárias.

Há 100 anos, uma geração de jovens revolucionários mostrou ao mundo que ousar trilhar o caminho da construção de um mundo novo não era uma utopia. Hoje, a Liberdade e Luta defende esse legado, apresenta essa bravura como o caminho a ser seguido. A liberdade é a nossa meta! A luta é o nosso método! O socialismo é o nosso futuro!

Entre em contato, e juntos vamos construir a Liberdade e Luta!

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