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A posição da Esquerda Marxista sobre as eleições em Recife

No início de 2012 o PT de Recife tinha incontestavelmente a preferencia popular para eleger novamente o prefeito da capital. Com diversos nomes de incontestável popularidade o PT realizou prévias para escolha do candidato.

No início de 2012 o PT de Recife tinha incontestavelmente a preferencia popular para eleger novamente o prefeito da capital. Com diversos nomes de incontestável popularidade o PT realizou prévias para escolha do candidato.

A maioria dos militantes definiu que o candidato seria João da Costa, atual prefeito, derrotando Mauricio Rands, Secretario e candidato abençoado pelo governador Eduardo Campos, do PSB, com apoio do senador Humberto Costa. Derrotados pelos militantes recorreram ao Diretório Nacional do PT que ignorou a base do partido, interviu e nomeou seu aliado Humberto Costa como candidato. Maurício Rands numa reação típica de um carreirista individualista pequeno-burguês declara que renuncia à Secretaria do governo de Eduardo Campos, ao mandato de deputado federal, se desfilia do PT e “abandona a vida pública”. A militância petista fica revoltada com a truculenta intervenção e se recusa a fazer campanha para o interventor Humberto Costa.

O governador, acostumado e interferir na vida interna do PT através de Humberto Costa e Rands, sente que chegou sua hora de partir para o ataque. Eduardo Campos rompe a aliança e apresenta uma marionete como candidato.

Humberto Costa, abandonado por seu aliado Eduardo Campos, por seu aliado Rands, e pela militância petista, desaba dos 40% que o PT tinha para 16% das intenções de voto. Abandonado também por Lula e Dilma que se escaparam ao ver a derrota anunciada, Humberto Costa agora tenta um discurso de “esquerda” para tentar se reanimar. Mas, é inútil. Sua crítica ao PSB é vista como hipócrita, pois ele sempre apoiou tudo o que o governador fazia e continuam sendo aliados nacionalmente.

O desprezo pela base petista, a política de submissão à burguesia e suas alianças levaram ao descrédito e ressuscitaram o PSDB em Recife, (hoje em 2º lugar), além de entregar a prefeitura para a direita.

Essa politica aplicada por Lula, Genoíno, José Dirceu, Humberto Costa, João Paulo, Rui Falcão, dentre outros, hoje sente na prática o ódio da burguesia. Ela está levando à destruição do PT e causando a apatia entre os trabalhadores. Para a Esquerda Marxista os verdadeiros aliados do partido operário são a classe operária e não partidos que defendem os interesses dos capitalistas como: PSB, PTB, PDT, DEM, PSDB, PSD, PRB, PPS e outros.  Essa fatura é da direção nacional do PT. Que sirva de exemplo do que não fazer.

A Esquerda Marxista nunca apoiou as alianças com PSB e a direita. Sempre defendeu a democracia dentro do PT para que as posições fossem democraticamente discutidas e aplicadas. Não temos nenhum compromisso com a intervenção e seu candidato. Declaramos ainda que nenhum dos outros candidatos deve receber o voto de qualquer trabalhador ou jovem que deseja mudar a vida.

Conclamamos a militância petista a se organizar com a Esquerda Marxista para defender a independência de classe e lutar para que o PT vire à esquerda, reate com a luta contra o capitalismo e rompa com a Burguesia. Só assim poderá governar e aplicar um programa transitório em direção ao socialismo e livrar a classe trabalhadora das oligarquias dominantes a serviço do capital.  

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