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A PM visita a Livraria Marxista

Na segunda-feira, 2 de junho, estiveram na Livraria Marxista, em São Paulo, três policiais militares. Três sargentos, para sermos mais exatos. Da última vez que a PM esteve na Livraria Marxista, há três anos, no dia seguinte assaltantes invadiram o local durante o dia, armados de revolver, e conheciam tudo. Roubaram os computadores, documentos e não se incomodaram nada com haver apenas R$100,00 no caixa. Vamos ver o que vai acontecer agora.

Na segunda-feira, 2 de junho, estiveram na Livraria Marxista, em São Paulo, três policiais militares. Três sargentos, para sermos mais exatos.  Da última vez que a PM esteve na Livraria Marxista, há três anos, no dia seguinte assaltantes invadiram o local durante o dia, armados de revolver, e conheciam tudo. Roubaram os computadores, documentos e não se incomodaram nada com haver apenas R$100,00 no caixa. Vamos ver o que vai acontecer agora. 

Por volta das 16 horas, o interfone da Livraria foi acionado. Diante da porta estavam postados os policiais. Indagados sobre o motivo da visita, um sargento respondeu que gostaria de comprar um livro que estava na vitrine.

A porta foi aberta para atender este inusitado cliente. Entraram os três, armados e com coletes a prova de balas. Demonstravam que estavam em serviço. Um deles estava com o rádio transmissor ao ombro.

De pronto, o sargento leitor perguntou quanto custava os livros de Trotsky, dois volumes de A História da Revolução Russa. Enquanto o preço era verificado, os outros dois olhavam atentamente tudo que havia dentro da livraria.

Indagamos ao sargento interessado em Trotsky, a qual batalhão pertencia e onde estava atuando.  Ele respondeu que estavam fazendo a segurança nos eventos relacionados à Copa realizados no Vale do Anhangabaú e que não pertenciam ao Batalhão Tobias de Aguiar. Explicou que o choque estaria em serviço em outras atividades e que a função deles era preventiva na região. Um deles, não tirava a mão do cabo da arma, preventivamente, é claro. Observamos também que um deles mantinha seu rádio com o sinal aberto.

Olharam, olharam. Depois de receber a informação dos preços dos livros, trocaram mais algumas palavras e, após uma visita de aproximadamente 10 minutos com muita observação, saíram sem nada comprar. Nem mesmo um Jornal Luta de Classes, nem mesmo um Boletim Foice e Martelo. Mas olharam com grande interesse suas capas, várias delas contra a repressão.

Qual o real motivo da visita? É difícil saber com precisão, mas certamente o interesse não estava na obra de Leon Trotsky. A PM está com presença ostensiva no centro da cidade, por conta dos eventos da Copa e, claro, para se preparar para enfrentar as manifestações. Uma livraria de esquerda, que expõe obras revolucionárias para os transeuntes, impulsionada por uma organização marxista, passou a ser um local a ser verificado.

E não esquecemos que nossa sede em Bauru foi atacada, no 1º de maio, por fascistas que colaram adesivos e cartazes “anti-antifascistas” em toda a frente do local.

Nossa livraria tem sido um espaço de debates políticos e que busca disponibilizar obras para a formação dos militantes de esquerda. Ela continuará cumprindo esse papel, um ponto de apoio para a luta da classe trabalhadora e da juventude pelo socialismo. 

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