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Trabalhadoras da fábrica Cotton Textile Factory, na Washington Square, New York

A origem histórica do Dia da Mulher Trabalhadora

A origem do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora se reporta aos princípios do século XX na luta pela igualdade de direitos para as mulheres, e desde seu início sempre esteve claramente marcado pelo caráter de classe e socialista. A primeira celebração que se recorda foi a dos socialistas dos Estados Unidos em 1908. Em 1909 se declarou greve geral das operárias têxteis, onde 30.000 trabalhadoras nos Estados Unidos entraram em greve por 13 longas semanas enfrentando o frio do inverno e lutando por melhores condições de trabalho.

Em 1910, uma conferência internacional de mulheres socialistas decidiu a declaração do dia internacional das mulheres trabalhadoras. Na conferência estavam representadas organizações de mulheres socialistas de 17 países diferentes.

A primeira celebração internacional ocorreu em 1911 e foram particularmente fortes em países como Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suécia. Mais de um milhão de homens e mulheres trabalhadoras participaram de manifestações públicas exigindo o direito de voto às mulheres, o direito ao fim da discriminação no emprego. Assim, a luta pela emancipação das mulheres nascia como parte integrante do movimento socialista internacional.

Uma semana depois, mais de 140 trabalhadoras têxteis morreram no incêndio Triangulo, em Nova York, sem poder escapar de seu local de trabalho. O respeito à memória dessas trabalhadoras foi incorporado ao Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras.

Um dos 8 de março com mais intensos foi o de 1917 em Petrogrado, quando a celebração do Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras tornou-se a faísca que iniciou a Revolução de Fevereiro e a derrubada da odiada autocracia czarista.

Embora nos últimos tempos as instituições burguesas queiram negar o caráter de luta para esse dia, os socialistas devem reivindicá-lo como um dia de luta pela emancipação das mulheres como parte da emancipação da classe trabalhadora em seu conjunto.

Imagem: Em 1908, 40.000 costureiras industriais das grandes fábricas declararam greve pelo direito de filiarem-se a sindicatos por melhores salários, redução da jornada de trabalho, formação profissional e rejeição ao trabalho infantil. Durante essa greve, no dia 8 de março, 129 trabalhadoras morreram carbonizadas em um incêndio na fábrica Cotton Textile Factory, na Washington Square, New York. Os proprietários da fábrica trancaram as trabalhadoras para forçá-las a permanecer no trabalho e não se unirem à greve. O 8 de março é um dia a ser lembrado; não festejado.

Fonte: El militante Argentina

Traduzido por João Diego Leite

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