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A ocupação da FUNARTE por trabalhadores da cultura prossegue e resiste

Mario Conte


Em assembleia permanente, todas as decisões são coletivas e tomadas através da democracia direta. Todos os trabalhadores da cultura no local têm se revezado nas tarefas, como a limpeza do local. Debates têm sido organizados, para esclarecer todos que quiserem comparecer, do caráter do movimento e suas propostas.

O inepto presidente da FUNARTE, que nunca teve capacidade para confrontar decisões que praticamente eliminaram as possibilidades do MinC e da FUNARTE desenvolverem políticas de interesse público tentou caracterizar o movimento como anti-democrático, tudo porque o movimento não se limita a consultar e permitir a participação de todos nas decisões, como jamais deixa de implementar e colocar em prática as decisões tomadas e acordadas. Isso é algo que não podemos falar do sr. Grassi ou de qualquer representante do MinC, que muda de opinião feito camaleão, para manter-se em seus cargos.

Diálogo com pessoas que não tem ou mantém palavra é ingenuidade. O que o movimento dos Trabalhadores da Cultura exige é a imediata implementação da pauta reivindicatória, uma pauta que foi construída em mais de oito anos de diálogos e discussões e que é já é bem conhecida de todos.

A assembléia da última quarta-feira, 27 de julho, pela manhã, decidiu manter a ocupação até a próxima segunda-feira. Até lá a programação de atividades artísticas e de debates políticos, bem como a manutenção do local, serão organizadas e mantidas por todos.

Uma agenda de ações fora da FUNARTE também está na ordem do dia.

Ocuparemos! Lutaremos! Resistiremos!

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