Início / Luta de Classes | Ver Mais / A maior manifestação dos trabalhadores organizados de Florianópolis toma as ruas da cidade

A maior manifestação dos trabalhadores organizados de Florianópolis toma as ruas da cidade

O prefeito recém-empossado de Florianópolis alcançou um marco na cidade. Sua gestão capenga e sem caráter resultou na maior mobilização da história dos municipários e municipárias.

Publicamos abaixo artigo divulgado terça-feira (7/2), no site do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), entidade dirigida por militantes da Esquerda Marxista.


Hoje a aula foi na rua! Parabéns, Gean Loureiro (PMDB)! O prefeito recém-empossado alcançou um marco na cidade. Sua gestão capenga e sem caráter resultou na maior mobilização da história dos municipários e municipárias de Florianópolis. Dez mil pessoas marcharam desde a Praça Tancredo Neves pela Avenida Mauro Ramos e Beira Mar Norte até o Terminal do Centro na Passeata Monstro, na tarde desta terça-feira (7/2). Não faltou animação e disposição para dialogar com a população e explicar por que o ano letivo não vai começar.

Em menos de um mês no cargo da prefeitura, Gean Lorota descumpriu com tudo que havia dito que faria. Redigiu e fez passar de forma arbitrária na Câmara de Vereadores quase 40 projetos de lei com ataques a população da capital catarinense. Junto ao Pacotão de Maldades foi aprovado a destruição do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) dos servidores municipais, retirando direitos conquistados em mais de vinte anos de lutas. Gean também aprovou a fusão dos fundos da previdência e mais um parcelamento da dívida patronal, entre outras maldades.

Gean, o recado está dado! Não adianta investir em uma comunicação mentirosa na mídia e no facebook. A resposta está nas ruas. A população está do lado dos trabalhadores que tornam possível o melhor serviço público do país. Não temos vergonha de falar a verdade: estamos lutando pela revogação das leis do Pacotão. Dialogar não é convocar o sindicato para fazer parte de uma comissão que nem deveria existir – para a criação de um novo PCCS. Dialogar com certeza não é chamar vereadores no meio do recesso para aprovar, durante as férias do magistério, medidas que incluíam até alterações no Plano Diretor. Estamos aguardando o diálogo real. E se ele chegar por meio de repressão, como da última vez, a nossa greve só vai aumentar. Política se faz assim: nas ruas!

Amanhã (8/2) passaremos o dia em roteiro nos locais de trabalho. Em breve divulgaremos a agenda da semana. O movimento está mais forte que nunca! Por nenhum direito a menos! Juntos somos mais fortes!

Deixe seu comentário

Leia também...

A juventude no lançamento do livro Stalin, de Leon Trotsky

Repercussão do lançamento da edição brasileira em São Paulo No dia 4 de outubro de …