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A luta pelo partido

Desde o início do ano está em curso na Venezuela uma batalha lançada por Chávez para a construção de um Partido Socialista, para fazer a revolução. Esse partido é o PSUV, Partido Socialista Unificado da Venezuela.

A Conferência de OT[Maioria] – agora Esquerda Marxista do PT- declara que a “revolução venezuelana é hoje o ponto mais avançado da luta revolucionária internacional. Desde que entrou em cena a classe operária, quebrando o lockout patronal (o paro- sabotagem) com a ocupação da PDVSA e de outras empresas, e tendo derrotado o golpe para derrubar Chávez, vemos a dinâmica da revolução permanente, onde a luta contra o imperialismo, para continuar, deve iniciar uma verdadeira revolução proletária.

Como resultado deste processo, a classe operária iniciou a construção de sua central sindical independente, a UNT, e se lançou às ocupações de fábricas, conquistando a vitória da estatização da INVEPAL, primeira fábrica ocupada pelos trabalhadores a exigir a estatização sob controle operário. Essas vitórias impulsionaram a revolução.

Mas para aprofundar a revolução, expropriar o capital, construir os conselhos de trabalhadores, soldados e camponeses e organizar uma economia planificada segundo os interesses do conjunto dos oprimidos e explorados, ainda falta um partido.

O processo de constituição da classe operária venezuelana em classe para si deve ser completado com a construção de um verdadeiro partido operário no combate pelo socialismo. Esse é o processo aberto e aprofundado pela convocatória de Chávez para a construção do Partido Socialista Unificado da Venezuela. Convocatória que já provoca diferenciações e crises nos aliados de Chávez que não estão dispostos a romper com a burguesia e o capital, como se pode ver com as divisões de PODEMOS, PPT e do PCV.

E nesse processo estamos plenamente integrados, como mostra a carta à Chávez que nosso camaradas impulsionam nas fábricas ocupadas e nos sindicatos: Frente ao seu anuncio da formação do Partido Socialista Unificado da Venezuela, nos dirigimos a você para assinalar nosso total apoio nessa medida….A classe trabalhadora venezuelana necessita de um partido que aglutine todas as suas forças para terminar com o sistema capitalista na Venezuela, e isto significa a expropriação dos capitalistas e a eliminação do estado burguês, substituindo-o por um estado socialista, como único meio de acabara com o ranço do burocratismo….

Para aprofundar a revolução é fundamental imediatamente dar inicio à construção do nosso partido. Um partido que deve nascer profundamente vinculado as mais sentidas aspirações e reivindicações dos trabalhadores.” É esse o combate que os camaradas do GrupoTrotskysta pela Reconstrução da IV Internacional e os da CMR (seção da CMI) travam naquele país, construindo os batalhões do partido como seus propulsores.

Desde março até agora, Chávez juramentou mais de 15 mil propulsores do PSUV, e essa semana assinou em Ato Público a ficha como filiado número um. Agora a tarefa é filiar, construir os batalhões de fábricas e bairros e ao mesmo tempo avançar na revolução e na construção do agrupamento
dos revolucionários. Os objetivos de filiados propostos por Chávez é de 4 milhões e o partido tem data de fundação para o final do ano, sendo que as filiações prévias já estão abertas.

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