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A criminalização e repressão contra as organizações operárias e da juventude deve ser enfrentada nas ruas

As últimas manifestações que irromperam na cena política do país contra os aumentos das tarifas de ônibus estão confrontadas com uma violenta repressão que combina ações militares com ações de grupos de direita contra os manifestantes. Que a escalada repressiva encontre guarida e seja decidida nos governos da burguesia não é novidade. A novidade reside no fato de que o governo Dilma também coloca as tropas da Força Nacional para reprimir os movimentos e em seu pronunciamento anunciou que garantirá e Lei e a Ordem. Ou seja, mais bombas, cacetes e prisões.

As últimas manifestações que irromperam na cena política do país contra os aumentos das tarifas de ônibus estão confrontadas com uma violenta repressão que combina ações militares com ações de grupos de direita contra os manifestantes. Que a escalada repressiva encontre guarida e seja decidida nos governos da burguesia não é novidade. A novidade reside no fato de que o governo Dilma também coloca as tropas da Força Nacional para reprimir os movimentos e em seu pronunciamento anunciou que garantirá e Lei e a Ordem. Ou seja, mais bombas, cacetes e prisões.

O governo federal silencia-se frente às mortes ocorridas durante as manifestações. Silencia-se frente às infiltrações de policiais no interior dos movimentos. Cala-se diante das denuncias de que policiais estavam tirando suas fardas e colocando trajes civis para depois entrarem em cena dentro do movimento. Nada fez quando manifestantes foram presos e enviados para presídios.

O ataque criminoso lançado contra os moradores de Pinheirinho em São José dos Campos, os assassinatos de trabalhadores no campo, assassinatos de indígenas, interditos proibitórios contras greves, condenações de companheiros que lutaram e lutam no Movimento das Fábricas Ocupadas, multas aos movimentos grevistas, condenações sem provas de dirigentes do PT supostamente envolvidos no Mensalão, prisões e criminalização de estudantes que ocuparam reitorias em São Paulo e Guarulhos, denotam que a burguesia quer desmoralizar as organizações operárias e dos movimentos populares e para isso encontra guarida no governo Dilma.

Afora as ações repressivas das polícias militares e sua ação de provocação com infiltração nos movimentos, orientadas ou não pela ABIN (herdeira do velho SNI da ditadura militar), governadores filiados ao PT também autorizaram e pediram repressão aos manifestantes contra os aumentos das tarifas de ônibus. Foi assim com Jaques Vagner e Agnelo na Bahia e DF quando lançaram dura repressão contra os manifestantes que saíram às ruas. Foi assim com o ministro da justiça, Eduardo Cardoso, que depois de anunciar que enviaria tropas federais para ajudar os governos estaduais a reprimir as manifestações, enviou para Belo Horizonte um contingente da Força Nacional, a mesma enviada para reprimir os indígenas terenas em Mato Grosso do Sul. Estas pessoas não podem ter lugar em um partido que nasceu dos combates contra a repressão e a ditadura. 

A Esquerda Marxista continua na luta contra a repressão. Exigimos o fim de todos os processos contra os militantes do movimento operário e popular – dirigentes do MST, de sindicatos, do Movimento das Fábricas Ocupadas, dos militantes estudantis que estão sendo processados acusados de formação de quadrilha por se manifestarem nas universidades, em defesa dos manifestantes que foram e estão sendo presos e processados. 

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