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31 Março de 2014 – Goiânia: Ocupação da reitoria da UFG em repúdio à presença militar no Campus

Nota de repúdio do movimento estudantil independente da UFG à presença de militares no campus no dia 31 de março:

NOTA DE REPÚDIO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL INDEPENDENTE DA UFG À PRESENÇA DE MILITARES NO CAMPUS NO DIA 31 DE MARÇO:

(trechos)

No dia 31 de março, quando se completam 50 anos do golpe militar, o exército e demais forças repressivas do estado (Força Nacional, Polícia Federal, representantes das Polícias Militares dos estados, Polícia do Exército) articuladas pela recém-criada Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos se encontraram no Centro de Eventos Elias Bufaiçal, um espaço da Universidade Federal de Goiás, para uma reunião que definirá ações pontuais na segurança dos megaeventos, em especial a Copa do Mundo da Fifa.

Afirmamos aqui o nosso posicionamento de que somos contrários à utilização da estrutura da universidade para qualquer tipo de treinamento e aperfeiçoamento da repressão aos movimentos sociais e populares. A universidade não deve servir pra melhorar a repressão: seu conhecimento deve servir à sociedade e aos trabalhadores.

Assim que souberam do ocorrido, vários estudantes foram manifestar seu repúdio à realização desse evento na nossa universidade. Ao nos manifestarmos, os agentes da repressão filmaram de maneira ostensiva e ameaçadora o rosto de cada um dos participantes da manifestação, além de ofenderem de maneira homofóbica e machista vários dos participantes da manifestação.

O que esses agentes pretendiam fazer com essas filmagens?

Pensamos que a intenção aqui é a mesma de 50 anos atrás: o fichamento dos lutadores para posterior repressão. A reitoria, quando questionada, se omitiu em relação a essa prática inaceitável das filmagens e das ofensas homofóbicas.

O reitor Orlando Amaral alegou que não é responsável pelos eventos, que não tinha conhecimento do mesmo, e que a data em que foi marcado esse encontro de agentes repressivos na nossa universidade foi “uma infeliz coincidência”. No entanto, o mesmo reitor se recusa a repudiar a presença desses militares nesse dia e com esse evento, mesmo tomando conhecimento do que ocorreu e das posturas tomadas pelos agentes da repressão frente aos estudantes.

Exigimos que a reitoria se posicione frente ao simbolismo do dia escolhido pelos militares e às agressões que foram feitas aos estudantes. A omissão, nesse caso, é simplesmente inaceitável.

A reitoria afirmou diante da manifestação estudantil que eles iriam propor uma revisão da resolução da utilização da estrutura da UFG para também proibir eventos militares. Exigimos que essa alteração seja feita o mais rápido possível: não toleraremos a presença dessas instituições no nosso meio e não temos dúvidas que os conflitos cada vez mais radicalizados continuarão ocorrendo enquanto a presença delas for tolerada pelas administrações da UFG.

 ASSEMBLEIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UFG REUNIDA EM 31 DE MARÇO DE 2014

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