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26 bilhões em cortes no orçamento de 2016. Mais ataques aos trabalhadores!

O segundo mandato de Dilma tem sido de ataque frontal à classe trabalhadora. A tática de colaboração de classes, defendida e aplicada pelo PT, mostra toda a sua verdadeira face. O que vemos são cada vez mais ataques aos trabalhadores.

O segundo mandato de Dilma tem sido de ataque frontal à classe trabalhadora. A tática de colaboração de classes, defendida e aplicada pelo PT, mostra toda a sua verdadeira face. A tese defendida pelos dirigentes do PT, é que alianças são necessárias em nome do “nosso projeto” que eles tratam como se fosse uma coisa inabalável e por isso pensam que humanizando o capitalismo, os problemas da classe operária e da juventude serão resolvidos.

A situação internacional está prestes a degringolar mais uma vez, basta observar o que está acontecendo na Grécia, ou seja, a situação de crise internacional está longe de ser resolvida. No momento mais acirrado da crise na Europa, os governos na tentativa de salvar os negócios dos capitalistas, aplicaram os remédios mais amargos para os trabalhadores. No caso da Grécia, o povo deu um mandato para Tsipras que logo em seguida traiu de forma vergonhosa, aliás, tem sido uma constante os partidos ditos de “esquerda” traírem os trabalhadores com um discurso reformista, no fundo, aplicando uma política de defesa do capitalismo.

Aqui no Brasil a Dilma tem seguido a risca o exemplo dos seus amigos governantes europeus, lançando quase toda a semana medidas de ataques aos direitos dos trabalhadores, e cortes violentos nos investimentos públicos e sem falar no aumento nas tarifas públicas que penalizam ainda mais os mais pobres do país. 

Como a Dilma se encontra no imobilismo e isolada politicamente, com a popularidade de apenas 7%. O governo em seis meses de mandato já está destroçado, onde não apita em mais nada e não sabe o que deve fazer para sair dessa situação. Ainda assim, apresenta mais um famigerado pacote de ataques aos trabalhadores com aumento de impostos, os mesmos remédios capitalistas que sempre buscam a saída pela direita. 

Veja o Pacote da Dilma para reduzir custo do orçamento em 2016 na ordem de 26 (bilhões reais):

Dias difíceis ainda estão por vir, com o aprofundamento da crise e dos ataques desferidos pelos governos e patrões.

Mas a classe trabalhadora resiste e luta. Hoje temos no Brasil mais de 50 categorias de trabalhadores em Greves, reivindicando legitimamente melhores condições de trabalho e salários, mas a resposta do governo tem sido simplesmente desconsiderar como nada estivesse acontecendo. Neste momento, só a unidade e a luta da classe trabalhadora pode barrar os planos de austeridade. 

O desemprego continua crescendo pelo Brasil afora deixando centenas de milhares de trabalhadores preocupados num clima de insegurança completa. 

A economia Brasileira se encontra paralisada completamente e sem perspectivas de melhora em curto prazo. Como a crise política está longe de ser resolvida, mais difícil fica para o governo respirar nesse cenário de pressão. A saída para essa situação é a luta independente da classe trabalhadora, combatendo as direções que se dobram aos acordos com os patrões, construindo a unidade e a auto-organização da classe para abrir uma saída pela esquerda. 

Marx já explicou há mais de 150 anos que não existe saída dentro do capitalismo para casse operária, é necessário romper com a lógica do capital. Hoje, mais do que nunca, segue vigente a célebre frase de Rosa Luxemburgo: “Socialismo ou Barbárie”.

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