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21 e 22 de outubro: VII Congresso do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros do Estado de São Paulo

Nos dias 21 e 22 de outubro os trabalhadores vidreiros do Estado de São Paulo, estarão realizando seu VII Congresso, em sua Colônia de Férias, na Praia Grande. Este Congresso será um marco importante nas atividades da categoria que, juntamente com direção da entidade, tem dado exemplos de combatividade pelas reivindicações e na manutenção do Sindicato enquanto instrumento de luta por uma sociedade sem explorados e sem exploradores.
Segue abaixo a apresentação da Tese Unificada ao Congresso, na qual os camaradas sindicalistas vidreiros ligados à Corrente Sindical Esquerda Marxista da CUT tiveram importante papel em sua elaboração. A partir de um debate saudável e democrático com os companheiros da diretoria do sindicato ligados a outras correntes sindicais, foi possível avançar na construção de posições que fortalecem o Sindicato no terreno de independência de classes.

DEFENDER OS DIREITOS, AVANÇAR NAS CONQUISTAS, NA LUTA PELO SOCIALISMO!
Apresentação:
No próximo dia 1º novembro completará dois anos da posse da atual diretoria do sindicato eleita numa disputa acirrada nas eleições realizadas em julho de 2009.
Nesses dois anos o sindicato é outro, logo depois das eleições, mesmo sem ainda tomar posse realizamos o 6º Congresso dos Vidreiros que, além de discutir a conjuntura e um plano de lutas, definiu a luta pela mudança da data base (data em que os operários negociam o acordo coletivo que dura um ano e define o reajuste salarial e cláusulas sociais) como uma campanha prioritária. 
A atual gestão realizou dezenas de mobilizações e de conquistas que já entraram para a história do sindicato. Fizemos greves e mobilizações que arrancaram conquistas em muitas fábricas, como na Pilkington Caçapava e São Paulo, CEBRACE Jacareí a Caçapava, Vidroline, Vidrobem, UBV, Terra de Santa Cruz, Saint Marian, Saint Gobain Mauá – Água Branca – São Caetano,   Thermoglass Guarulhos, Saint Gobain Mauá, FANAVID, Wheaton, Anchieta, Nadir Figueiredo, SHOT, SGD, Owens Illinois, Owens Cornig, Fiberglass, Glassfield, Vidrotec, Tempera, Belga, Vidrotil, Royal, Bruxelas, Gott, Glassec, Celta, Nunes, Santa Terezinha, PKO do Brasil, Edra, Prismatic, Palácio dos Cristais etc.
Cumprindo com a resolução do VI Congresso, a diretoria encaminhou pela primeira vez, uma verdadeira campanha pela mudança da data base. Lembramos que essa é uma reivindicação crucial, pois atualmente a data base é em 1º de dezembro, isolada de outras categorias e justamente no período em que muitas empresas começam férias coletivas, prejudicando o poder de negociação dos trabalhadores.
São boas notícias para os trabalhadores vidreiros e para o movimento operário em geral e especialmente no âmbito da CUT: um sindicato que coloca a luta e as reivindicações dos trabalhadores em primeiro lugar.
Temos consciência que muito ainda precisa ser feito nos sindicatos e mesmo no movimento operário para construir uma alternativa de luta que abra caminho para constituir um Governo Socialista dos Trabalhadores. Nós lutamos pela independência política dos trabalhadores e suas organizações, portanto contra as políticas de colaboração de classes. Elas dissolvem a independência da classe trabalhadora e dão a corda para os patrões no enforcarem. Nós que ajudamos a eleger o governo Dilma devemos lutar para que ele atenda mais nossas reivindicações.
Continuamos na luta por um sindicato como ferramenta de organização e luta pelas reivindicações, com democracia e independência dos governos e dos patrões. Somos antiimperialistas e lutamos pelo socialismo. E esse é a nossa posição na CUT e na CNQ.
Congratulamo-nos com toda a categoria vidreira que no último período tem realizado um extraordinário movimento, impulsionado pela diretoria do sindicato, retomando o elo de continuidade com a nossa história na construção das principais ferramentas de luta do povo trabalhador brasileiro: a CUT e outras organizações de luta na defesa das reivindicações dos trabalhadores. Lutamos pela unidade na ação de todas as Centrais Sindicais pelas reivindicações da classe trabalhadora.
Nosso balanço desse período é positivo e com muitos desafios pela frente. Estamos seguros que a melhor maneira de enfrentá-los é dando continuidade e aprofundando a luta dos trabalhadores. Acreditando na força da classe trabalhadora, a classe produtora de toda a riqueza do país.
Saudamos também a resistência e a capacidade de mobilização dos trabalhadores dos Correios, bancários, professores que enfrentaram a truculência dos governadores de Minas Gerais, do Ceará e estão mobilizados contra a destruição da educação e pela aplicação de 10% do Orçamento Federal para Educação.
Saudamos as centenas de greves que ocorreram no Brasil e no mundo trazendo um novo alento à luta de classes. Saudamos em especial, a chamada Primavera dos Povos Árabes, a abertura de uma situação revolucionária que derrubou os tiranos do Egito e Tunísia. Na Líbia e na Síria o imperialismo intervém no sentido de esmagar o ascenso das massas para preservar os interesses, em primeiro lugar dos EUA.
Saudamos o movimento “Ocupa Wall Street” que mobiliza milhares de jovens e trabalhadores nos EUA, nos somamos à palavra de ordem “Os patrões que paguem a crise”.
Saudamos este vento revolucionário que anima os trabalhadores brasileiros e prepara um novo período da luta de classes.
O objetivo desta tese ao VII Congresso dos Vidreiros é fornecer uma análise para enfrentarmos esta conjuntura, levantar uma plataforma de luta que atenda os interesses imediatos e históricos de nossa categoria, contribuindo com a luta dos trabalhadores no Brasil e no mundo, contra a opressão e a exploração.
Abraço de luta a todas as companheiras e a todos os companheiros. Um ótimo Congresso e que terminemos este com mais disposição e ânimo para prosseguir na luta contra o capitalismo.
São Paulo, 17 de outubro de 2011

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