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11 e 13 de Abril: Golpe, contrarrevolução e revolução na Venezuela

Ontem, dia 11 de abril fez 10 anos do Golpe Reacionário contra a revolução venezuelana. Neste dia,11 de abril de 2002, representantes dos setores mais conservadores da burguesia venezuelana, apoiados por altos oficiais do exército, sequestraram o Presidente Chávez e assumiram por pouco mais de 1 dia o poder. O golpe foi o ápice de uma longa campanha orientada desde os EUA e pela burguesia nativa, igreja e latifundiários, contra aquilo que germinava como uma revolução que poderia se alastrar por toda a América Latina. 

Uma feroz perseguição desabou contra o povo, sindicalistas e dirigentes partidários do chavismo. O então presidente da Federação das Câmaras de Associações de Comércio e Produção de Venezuela (Fedecamaras), Pedro Carmona Estanga, assumia a presidência. 

Além dos interesses econômicos menores de setores conservadores afetados por leis ditadas pelo governo, os promotores do golpe estiveram motivados, essencialmente, pelo interesse de recuperar o controle da empresa Petróleos de Venezuela (Pdvsa), nacionalizada pelo presidente Chávez. Havia o temor de que a evolução das mobilizações transbordasse para além das oscilantes posições nacionalistas de Chávez. 

O golpe pouco durou, o povo se ergueu em defesa de Chávez e daquilo que vislumbrava como sendo a perspectiva de avanço, pelo atendimento das suas reivindicações, pelo socialismo. Uma rebelião popular colocou milhares de trabalhadores e populares nas ruas e resgatou o presidente do cativeiro, apoiados por uma parcela mais radical e resoluta do exército.

Em 13 de abril Chávez está novamente no poder e desde então a revolução se arrasta em uma direção perigosa, pois as confusas e limitadas posições e medidas de Chávez não abrem uma perspectiva genuinamente socialista.  O povo segue ainda fiel ao seu presidente, mas há sinais de cansaço e desilusão. Há que se realizar de vez a revolução. 

A fundação do PSUV abriu uma nova perspectiva para a luta revolucionária. Mas a ausência de uma direção socialista com influência de massas, desde cedo deixou o partido vulnerável à burocracia que vem solapando as conquistas e minando o avanço revolucionário. As eleições deste ano ocorrerão em um quadro que combina um ascenso mundial das massas, aprofundamento da crise capitalista, reordenamento da direita na Venezuela que se aproveitando de um certo cansaço e esgotamento de parcelas revolucionárias, pode causar estragos perigosos ameaçando mais e mais a revolução.

A Esquerda Marxista que lançou no Brasil em 2008 o Movimento Tirem as Mãos da Venezuela, segue empenhada na defesa das conquistas dos trabalhadores venezuelanos e de sua revolução, e neste dia 13 comemoramos o resgate revolucionário de Chávez pelas massas. Seguimos firmes na defesa de que a revolução deve ser feita de maneira total e completa, desmantelando o aparato burguês de estado, tomando os grandes meios de produção, os bancos, para colocar a economia sob controle operário, inaugurando o verdadeiro socialismo.

Disponibilizamos abaixo uma série de vídeos que podem ser encontrados no Youtube. Todos  tratam do golpe e do resgate revolucionário do 13 de abril que abriu uma nova era para todo o povo venezuelano. 

Viva a revolução venezuelana!
Os trabalhadores e camponeses pobres, os soldados e oficiais revolucionários devem tomar o poder! Fora burocratas do PSUV!
Tirem as mãos da Venezuela!
Venezuela Socialista, América Socialista!

 


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