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11 Anos do Movimento Negro Socialista: Maio, mês de luta!

Dia 13 de Maio o Movimento Negro socialista (MNS) completou 11 anos desde sua fundação, 2006. Durante esse tempo travamos uma luta incansável contra o racismo e na luta pela igualdade e pela liberdade. Seguiremos denunciando o racismo e todas as formas de desigualdades e opressão presentes no sistema capitalista.

Durante este mês realizamos atividades com o objetivo de explicar o surgimento do racismo e como enfrentá-lo. Convidamos todos que não aceitam o racismo a conhecer algumas dessas atividades e a se integrarem ao MNS e suas lutas.

São Paulo Capital

Realizamos na cidade de São Paulo uma atividade de formação. O professor de Filosofia e novo Coordenador do MNS, Felipe Araujo, ficou responsável por fazer uma apresentação histórica das origens do racismo e da forma como que essa ideologia foi utilizada pelo capitalismo para explorar e oprimir pessoas.

Ao falar sobre o racismo no Brasil, explicou que o dia 13 de Maio não foi um favor da classe dominante, e sim uma conquista de todos aqueles que lutavam por liberdade e igualdade. As várias rebeliões de escravos, as insurreições populares, organizações abolicionistas foram o motivo real que obrigou a classe dominante a abrir mão desse modo desumano de exploração humana. Ou seja, a luta de classes é um elemento indispensável para pensar as conquistas que o movimento negro e movimentos operários obtiveram até hoje.

Após essa explicação histórica, Felipe falou sobre as formas de o racismo operar hoje, quando as chicotadas e torturas não são mais uma prática legal. Atualmente, o racismo vestiu uma máscara de “democracia”, o que não quer dizer que a igualdade e a liberdade tenham chegado para os negros, na verdade, não chegou para ninguém que faça parte da classe trabalhadora. Isso ocorre porque a abolição só aboliu (formalmente) as práticas de escravidão enquanto que a propriedade privada (dos grandes meios de produção) seguiram existindo, e pertencendo aos mesmo “senhores” que eram donos dos negros escravizados. Na prática, a liberdade conquistada esbarrava no próprio capitalismo e suas práticas, que exigem a exploração e a opressão.

Desse modo, a luta conta o racismo deve ser travada ao mesmo tempo em que lutamos contra o capitalismo. Afinal, esses são duas faces de uma mesma moeda, como explicava o militante sul-africano Steve Biko.

Por fim, todos os militantes foram convidados a se integrarem nas lutas que o Movimento Negro Socialista tem se integrado. Como por exemplo, a campanha pela liberdade de Rafael Braga, a luta contra cada ação racista e seus agentes.

São Paulo – Bauru

Na cidade de Bauru, nossos militantes participaram de uma marcha contra o racismo, que contou com a participação de vários coletivos do movimento negro e militantes de diferentes organizações, como por exemplo, Conselho da Comunidade Negra, Conselho de Direitos Humanos,  Liberdade e Luta e Esquerda Marxista.

O ato seguiu pelas ruas da cidade e os militantes denunciaram as ações racistas e defenderam a unidade contra essa ideologia perversa que faz tanto mal para a classe trabalhadora, sobretudo à juventude.

Santa Catarina – Joinville

Em Joinville – SC, a atividade foi realizada em parceria com a organização Liberdade e Luta e contou com a participação do SINSEJ (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville  e Região).

O debate contou com a presença de vários jovens, que puderam debater os problemas reais que a juventude enfrenta no mundo capitalista: violência policial, assassinatos, de exclusão do ensino superior público e as muitas formas do racismo agir em nossas vidas.

Ao final os jovens produziram faixas para sua participação no CONUNE (Congresso da UNE), onde milhares de jovens se reúnem para discutir as principais bandeiras de luta da juventude.

O MNS apoia a luta da juventude e da classe trabalhadora por uma vida mais digna, onde o acesso a educação, saúde e emprego não sejam apena sum sonho, mas uma realidade, um direito de todos. Apoiamos as bandeiras da educação de forma pública, gratuita e para todos, da creche à pós-graduação. Defendemos que todo jovem tem esse direito, por mais que ele nos seja negado, sobretudo para os negros, que são os que mais sofrem com a exclusão que é o vestibular e suas escassas vagas.

Junte-se a essa luta!

O MNS convida todos aqueles que se indignam diante de uma opressão, que não aceitam mais as injustiças deste sistema a se unirem a nós nessa luta.

A luta contra o racismo não é apenas uma luta dos negros que a sentem na pele todos os dias, é também de qualquer pessoa que acredita que é possível um mundo melhor, sem desiguales e descriminação, um mundo sem exploração e opressão. Nessa luta, contra o capitalismo e suas armas, só a solidariedade e a unidade de toda classe trabalhadora e juventude é capaz de garantir uma vitória real e duradoura.

O racismo é uma dessas armas para nos dividir, para fazer acharmos que a luta é contra nossos irmãos de classe, quando na verdade nosso inimigo é o capitalismo. Eles farão de tudo para nos ver dividindo e nos matando a nós mesmo, pois a burguesia sabe que quando estamos unidos somos muitos mais fortes que eles.

A luta contra o racismo é uma luta por poder! Um luta onde a classe trabalhadora deve tomar em suas mãos os rumos da sociedade, e garantir um futuro mais digno para as gerações futuras. Precisamos retomar a célebre frase do Partido dos Panteras Negras: Todo poder ao povo! É em legitima defesa.

Socialismo ou barbárie!

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